A negligência das Infraestruturas de Portugal volta a causar vitimas no IP3

Perante mais um acidente grave motivado por uma colisão frontal com uma vara de javalis ocorrida ao km 90 no passado dia 20, motivada pela falta de vedações de proteção.  A Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 volta a reafirmar a urgência de intervenção de forma a repor a segurança. Passados dez meses sobre os violentos incêndios, de 15 de outubro de 2017, é inadmissível que as infraestruturas de Portugal ainda não tenham recolocado as vedações de proteção ardidas.

 Desta vez foi destruído o veículo desta família de cinco pessoas, entre as quais duas crianças de 2 e 7 anos, e 2/3 javalis mortos.  Este acidente poderia ter sido evitado se as vedações ardidas já tivessem sido recolocadas.

A Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 (AUS IP3) sempre exigiu a recolocação das vedações ardidas, mesmo antes do inicio de qualquer obra que venha a ser feita.

Assim reafirmamos da necessidade da recolocação das vedações, sinalização e o corte de arvores que corram o risco de cair para a via.

Desta vez apenas foram danos materiais. Qualquer valor que venha a ser gasto nesta obra não paga o sofrimento das famílias afetadas pelos inúmeros acidentes ocorridos nesta via fundamental para o desenvolvimento socioeconómico de toda esta região e do País.

A AUS IP3 manifesta publicamente a sua solidariedade para com esta família afetada por mais um acidente desta vez ocorrido ao km 90, assim como considera que o governo através das infraestruturas de Portugal deve–se responsabilizar no mínimo pelos  danos causados.

 O abandono desta estruturante via coloca no currículo de sucessivos governos agravadas responsabilidades, mas o aumento de acidentes graves derivado ao arrastamento do início das obras pode configurar um crime publico.

É PRECISO acabar com a propoaganda, é necessário obra! Agora que foi lançado o primeiro concurso para a requalificação que comecem as obras o quanto antes, porque as populações estão fartas de negligência e abandono.

A AUS IP3 questiona os Governantes deste País. Quantos mais acidentes terão que existir nesta via, para que urgentemente se iniciem as obras? Que de uma vez por todas deixem de existir pontos negros no IP3.

Penacova 22 de agosto de 2018

Pel’A Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3

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