“Lixo tóxico” é a razão apontada pelo autarca de Nelas para não adquirir os Fornos Elétricos

Manuel Marques, vereador do CDS/PP atira : “o senhor presidente da Câmara é um mentiroso e criou um logro com a placa colocada no local – certamente um cidadão corajoso colocou nos Fornos a placa de VENDIDO, mas mais corajoso foi o cidadão que lá colocou MENTIRA”. Marques assumiu mesmo, de acordo com o Jornal do Centro, que foi ele a colocar a palavra na placa e acusou ainda Borges da Silva de “uma grande desfaçatez com que se aproveitou de um negócio fantasma para mentir ao eleitorado”.

O negócio de aquisição das instalações dos Fornos Elétricos em Canas de Senhorim, que o atual autarca de Nelas firmou com a Caixa Geral de Depósitos, para ali instalar um centro empresarial, gorou-se. Borges da Silva, na última reunião de Câmara e de acordo com o Jornal do Centro, justifica com o “lixo tóxico”, a não concretização do negócio. “Toda aquela área tem que ser descontaminada” sustentou.

Estranha esta posição, quando o edil Nelense já conhecia com profundidade a situação, que inclusive teria fundos comunitários para a total reabilitação ambiental. O nosso jornal foi mesmo o primeiro a avançar com todas as informações relativas a este dossier (em Junho de 2017). Deixamos aos nossos leitores a notícia publicada em 8 de setembro de 2017 :

O Presidente da Câmara Municipal de Nelas acaba de revelar a aceitação da proposta de compra, à Caixa Geral de Depósitos, das antigas instalações dos Fornos Eléctricos, proposta essa que envolve o pagamento de 420 mil euros a pagar em 10 anos, e condicionado ao apoio para a recuperação do passivo ambiental no valor de cerca de 300 mil euros e de um apoio para a requalificação do espaço para uma nova área de acolhimento empresarial (com 13 lotes destinados a empresas), requalificação essa estimada em mais de 1 milhão de euros. Esta situação já tinha sido avançada pelo nosso jornal, em primeira mão, no passado dia 2 de Julho, sendo que na altura o edil de Nelas não confirmou o negócio, mas apenas a existência de notificação para a remoção do passivo ambiental. O Grupo da Caixa Geral de Depósitos comunicou formalmente à Câmara Municipal a aceitação da proposta, e segundo a autarquia “decorrem neste momento negociações entre as partes com vista à concretização do negócio, que deverá realizar-se até 31 de dezembro de 2017, conforme prorrogação do prazo já solicitada e aceite”. O negócio, de acordo com o que o nosso jornal apurou, em Julho, junto da CGD, carece contudo de aprovação por parte do órgão competente (Câmara Municipal de Nelas).


A autarquia adianta ainda que “na sequência dos contactos da Câmara Municipal com as entidades gestoras dos Fundos Comunitários (PO SEUR e CCDRC) e com o Ministério do Ambiente, cujo Secretário de Estado visitou as instalações em julho e que neste momento gere o FUNDO AMBIENTAL, foi apresentada já uma candidatura ao Aviso PT 2020 que se encontrava aberto até 31 de agosto de 2017 para recuperação de passivos ambientais, candidatura essa que abrange o passivo ambiental dos Fornos Elétricos e a reabilitação ambiental das instalações da CUF-QUIMIGAL, na Avenida de Estação em Canas de Senhorim, local este onde a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia projectam edificar a nova Casa da Cultura/Multiusos/Museu Industrial.

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