BE reúne com trabalhadoras do Centro de Deficientes de Santo Estêvão (Viseu)

A reunião com as trabalhadoras do Centro de Deficientes de Santo Estêvão teve lugar na sede do BE, dia 30 de Julho, às 19h contou com as presenças de Carlos Fernandes, membro da Assembleia de freguesia de Abraveses ; Graça Marques Pinto em representação da concelhia de Viseu; Diego Garcia e António Gil da coordenadora Distrital, seis trabalhadoras do Centro de Deficientes de Santo Estêvão afecto à União das Misericórdias, expuseram as suas condições de trabalho e baixos salários praticados (mesmo com muitos anos de trabalho na instituição continuam a receber o salário mínimo), portanto não existe progressão na carreira.
No que respeita as condições de trabalho, referiram-se horários que podem chegar às 40 horas semanais, com um enorme desgaste físico e psicológico, para além de haver uma discordância de horas laboradas entre as trabalhadoras. As trabalhadoras entendem que, considerando o desgaste da profissão, deveriam trabalhar 35 horas semanais.
Consideram ainda que há um número insuficiente de auxiliares para dar resposta às necessidades dos utentes, tendo em conta que muitos são portadores de graves deficiências, estando imobilizados, pelo que carecem de cuidados permanentes, havendo situações, como a higiene diária, em que chega a estar apenas uma funcionária a cuidar de 12 doentes.
Acresce que as funcionárias têm grande responsabilidade por conta das chamadas ” funções inerentes” como a de ministrar medicação, sem qualquer formação e muito menos a correspondência a nível salarial.
Foi lhes retirado o subsídio de refeição com o argumento de que existe uma cantina na instituição, mas acontece que as trabalhadoras do turno da noite têm que guardar os alimentos num recipiente, sem que haja um frigorífico ou micro-ondas para poderem manter a refeição em boas condições.
Outro aspecto que assume centralidade nas reivindicações das trabalhadoras prende-se com o reconhecimento de que a sua profissão é de grande desgaste o que deveria reflectir-se na idade da reforma.
A delegação do Bloco assumiu o compromisso de:
– Dar conhecimento da reunião à comunicação social;
-Utilizar os espaços que o BE tem na comunicação social (jornais e rádio) para alertar a opinião pública para as reivindicações das trabalhadoras;
– Levantar a questão na assembleia de freguesia de Abraveses e nos restantes órgãos onde o Bloco tem eleitos, se assim se justificar;
– Enviar para o Grupo Parlamentar um dossiê sobre a situação das trabalhadoras, logo que nos sejam entregues por estas documentos que ilustram a sua situação, no sentido de se questionar a tutela;
-Agendar uma visita ao Centro;
Porque reconhecemos o seu papel social e a injustiça de que são alvo, até pela regressão nos direitos anteriormente adquiridos, não podemos senão expressar a nossa solidariedade para com estas trabalhadoras, assumindo publicamente o compromisso de fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para repor a justiça, para bem não só delas como daqueles que necessitam dos seus cuidados, bem como da tranquilidade das respectivas famílias, as delas e as daqueles que estão sob seus cuidados.
A Comissão Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Viseu

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