Lusovini testa Vinho elaborado em Talha

Encontro com clientes de todo o mundo, com roteiro pelas principais regiões onde a empresa opera, permitiu grandes momentos de aprendizagem e convívio

A Lusovini, empresa criadora de marcas de vinhos, sediada em Nelas, promoveu, na passada semana, um encontro com os seus principais clientes nos mercados externos, levando-os a um périplo pelas principais regiões demarcadas do país, onde marca presença. O roteiro incluiu o Alentejo, Bairrada (onde visitaram o Museu do Vinho), Porto (Vinho do Porto) e Dão. Desde Angolanos, a Brasileiros e Chineses, a presença internacional da Lusovini faz jus ao lema há muito adotado pelo CEO, Casimiro Gomes : “pensar global, agindo localmente”.

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A mais recente aposta, como explicou ao nosso jornal a enóloga Sónia Martins, é o Vinho de Talha, recuperando uma tradição que remonta ao tempo do Império Romano (há mais de dois mil anos).

Sendo o Alentejo o grande guardião dos vinhos vinificados em talha (ou ânfora), é na sua Quinta Sericaia (Portalegre), que restaurando grandes recipientes de barro, a Lusovini está a testar um vinho que prima pela diferença, como nos contou um dos distribuidores da empresa no Brasil, Gianni Tartari, que detém um clube de vinhos : “O vinho de talha foi uma agradável surpresa – para mim é deitar no copo e beber – tem muita riqueza com notas evidentes de fumados”. Por seu turno, Sónia Martins refere que “este é um vinho em que tudo é vinificado em conjunto – película, polpa e grainha – sem qualquer controlo de temperatura, ou seja é tudo natural, sem adição de leveduras e correção de acidez”. “O curioso é como um vinho está dois meses num recipiente aberto, sem qualquer controlo, e não se estraga, com a acidez volátil a manter-se inalterada, resultando isto num néctar com mais taninos e com notas de terra, que advêm do barro”, acrescenta, realçando a importância de ter um vinho que se diferencie, num mundo de “vinhos tecnológicos”.

Chegados do Dão, o jantar na Taberna da Adega, uma surpresa na visita à vinha da Fidalga e a visita à queijaria Quinta da Lagoa, em Vale de Madeiros, completaram o programa. A degustação do Regateiro Vinha da Anita Tinto (no restaurante Vidal – Aguada de Cima) e do Emiliano Campos Encruzado, foram dois momentos que Gianni destacou como de “excelência”.

O “Gan Bei” Chinês foi o brinde eleito para celebrar este encontro multicultural, numa atmosfera com muita história e tradição, aliadas na perfeição à modernidade da Taberna da Adega. Resta acrescentar que o costume do “Gan bei” é usado com frequência no mundo dos negócios, nomeadamente para selar um acordo ou uma parceria. Bem pode a Lusovini celebrar ….

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