Quinta da Pedra Cavaleira : a grande revelação do “Dão Primores 2018”

A enologia da Canense Patrícia Santos e o empreendedorismo do jovem produtor Micael Batista, agarraram com “unhas e dentes” a Pedra Cavaleira (situada no concelho de Tondela), para ali fazerem grandes néctares.

Foi no passado dia 21 de Maio, no “Dão Primores”, que a Patrícia e o Micael deram a conhecer os seus dois primeiros vinhos (Colheita de 2017) que, de acordo com o nosso palato, foram a grande revelação da mostra.

O Branco, obtido a partir de uvas de vinhas velhas com cerca de 50 anos,numa sub-região reconhecida por produzir principalmente Brancos de alta qualidade,é simplesmente sedutor.Muito untuoso, pleno de estrutura e complexidade, já dá todas as indicações da evolução que irá ter em garrafa. Vai ser concerteza uma das estrelas do Dão nos próximos anos.O Tinto, também vinificado com uvas de vinhas velhas,está em muito bom nível,mas carece de alguns anos, como é normal, para revelar todo o seu potencial.As marcas a lançar no mercado serão : Quinta da Ramalhosa (alta qualidade) e Pedra Cavaleira (gama qualidade).

 

Temos assim mais um produtor/engarrafador no Dão a seguir com toda a atenção e que em breve terá uma reportagem detalhada no seu jornal, mas em que não falaremos só de vinho, mas também de cerveja verdadeiramente artesanal. Este é um produto em grande ascensão no nosso país, que em relação ao vinho até oferece maior versatilidade e o Micael Batista, ouvimos dizer, a está a fazê-la para um patamar de alta qualidade.É um produto que Portugal, em geral, está a fazer bem, como acontece num vasto conjunto de áreas.

José Miguel Silva

 

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