IP3. Bloco de Esquerda quer ver concretizada a obra e esclarecidas as dúvidas

As Comissões Coordenadoras distritais de Coimbra e de Viseu do Bloco de Esquerda, perante as recentes declarações do Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, acerca da requalificação do Itinerário Principal 3 (IP3), que liga Coimbra a Viseu, entendem tornar pública a seguinte posição:

  1. Congratulam-se, genericamente, com a opção política tomada pelo governo em requalificar o IP3 (85% em perfil de auto-estrada), requalificação que é assumida como sendo de iniciativa pública e de execução faseada no âmbito do orçamento do estado e como não tendo custos imediatos ou futuros para os utilizadores. O abandono definitivo do projeto (do governo anterior e dos partidos da direita) de transformar o IP3 numa parceria pública privada (PPP) merece o nosso aplauso por significar o empenho no desenvolvimento do interior e o reconhecimento da inexistência de alternativas de mobilidade naquele percurso.
  2. Lamentam que esta decisão não tenha sido tomada há mais tempo e que o seu prazo de execução previsto se estenda por quatro anos, muito longo para a urgência da resolução dum problema que se foi arrastando ao longo de muitos anos, com perda de muitas vidas e com elevados custos para os sinistrados. Lamentam que o projeto implique a persistência de 12% do percurso em perfil de 2+1 faixas e que 3% do percurso conserve apenas uma faixa em cada sentido.
  3. Reconhecem a importância do apoio a este projeto da generalidade das autarquias e CIM da região, bem como de associações empresariais, convergentes na ideia de que uma via rodoviária com portagem seria uma péssima solução para o desenvolvimento económico desta sub-região.
  4. Afirmam, ainda, a necessidade de incluir no projeto de ligação de Coimbra a Viseu a execução de raiz de um troço complementar, mais a sul, no seguimento da A13 – de Coimbra/Ceira ao nó da Lagoa Azul – em perfil 2+2 e igualmente sem portagem. Este troço afigura-se como importante alternativa de mobilidade para as populações e as empresas da generalidade dos concelhos dos distritos de Coimbra e Viseu, que têm sido prejudicadas, quer pelo desinvestimento na rede ferroviária, quer pelo envelhecimento das antigas estradas como a EN17. A necessidade deste troço sul do IP3 é reforçada não só porque completa a ligação a Viseu prevista na A13, contornando Coimbra pelo nascente, mas também porque surge como percurso alternativo ao troço entre Penacova e Lagoa Azul, que, segundo o projeto, será exatamente aquele que ficará limitado pelo estreitamento da via.

Assim, o Bloco de Esquerda de Coimbra e de Viseu pedirá ao seu Grupo Parlamentar que intervenha junto do Governo neste sentido, solicitando, nomeadamente, a desejada abertura para o necessário debate entre as diversas entidades envolvidas e a disponibilização de informação mais precisa sobre o desenvolvimento deste projeto de enorme importância para toda a Região Centro.

                                                                                   Coimbra e Viseu, 17 de maio de 2018

As Comissões Coordenadoras Distritais do BE

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