Mangualde : Palácio dos Condes de Anadia abre ao público depois de requalificado

O Palácio dos Condes de Anadia, em Mangualde, abriu ao público no passado sábado, 27 de Abril, depois de um projeto de musealização e qualificação do espaço com o objetivo de garantir mais um polo de atração turística na região.

O palácio barroco, começado a construir entre 1730 e 1740 e terminado já no início do século XIX, é um exemplo da arquitetura senhorial setecentista, contando com uma quinta, jardins e uma mata, estando classificado como imóvel de interesse público.

“É uma das joias da coroa da região”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Mangualde, no distrito de Viseu, João Azevedo, congratulando-se pela abertura agora ao público deste palácio privado, construído e detido pela família Pais do Amaral.

O autarca sublinhou o facto de se abrir “uma janela de oportunidade para que as pessoas possam visitar este espaço cheio de história”.

“É muito importante para o território. Vai contribuir para a rota turística da região Centro, que passa a ter mais um polo de atração”, frisou.

Para João Azevedo, o palácio é “uma peça lindíssima, única no país”, que ganha ainda mais interesse pela envolvente – “uma mata florestal muito densa e com várias espécies arbóreas”.

“É uma casa com 120 janelas, tem uma sala de baile com um painel de azulejos que apresenta o mundo ao contrário, às avessas, tem um conjunto de porcelana italiana único no mundo e apresenta vários trajes com dois ou três séculos de história. Há uma quantidade enorme de pormenores”, realçou.

Em nota de imprensa, o proprietário explica que o programa de visitas guiadas vai incluir jardins, vinha, prova de vinhos e a mata.

“É com enorme satisfação e orgulho que vejo recuperado um imóvel de interesse histórico e arquitetónico, e de inquestionável interesse patrimonial para o concelho, que vem contribuir para atrair os portugueses, mas também um público estrangeiro, interessado em conhecer e visitar esta sumptuosa residência da Beira”, refere Miguel Pais do Amaral, citado na nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Em cada divisão da casa, há uma descrição do conteúdo e características do espaço, tanto em português como em inglês.

O palácio já acolheu figuras como o marechal André Massena e os reis D. Luís I e D. Carlos I.

De acordo com a descrição do espaço presente no sítio da Direção-Geral do Património Cultural, o Palácio dos Condes da Anadia “insere-se no quadro da arquitetura civil rococó, apesar de ser ainda muito devedora dos modelos do barroco nortenho”.

O edifício é tido “por muitos” como uma das “mais sumptuosas residências fidalgas” da Beira Alta, tendo trabalhado naquele solar vários artistas nacionais e estrangeiros.

As fachadas são todas distintas entre si e o interior apresenta um “vasto e significativo conjunto de silhares de azulejo”, havendo ainda uma coleção de mobiliário, pinturas e gravuras, entre as quais a mesa da sala nobre, com “tampo de embutidos marmóreos” e o mobiliário da sala da música, com `chinoiseries`.

A abertura ao público no sábado contou com a presença do ministro da Cultura, Luís Castro Mendes.

 Lusa

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