MUSP : “Congratulamo-nos que a luta das populações tenha valido a pena”

A Associação de Utentes e Sobreviventes está constituída desde 1999. Em 2001 através da uma Petição e do envolvimento das populações, conseguimos que fosse colocado o separador central em todo o percurso do Distrito de Coimbra. Tendo diminuído, significativamente, o número de acidentes mortais provocados por colisões frontais.

Após vários anos de abandono e negligência, dos sucessivos governos, tivemos que sair novamente à rua com a promoção de uma petição, entre outras iniciativas. Com o envolvimento das populações, principalmente dos Distritos de Coimbra e Viseu, procedemos no passado dia 06 à entrega na Assembleia da República de mais sete mil assinaturas da Petição “MELHORIA E ALARGAMENTO DO IP3 SEM PORTAGENS PELA SEGURANÇA, ACESSIBILIDADE E DESENVOLVIMENTO”.

Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 foi recebida pelo Grupo Parlamentar do PCP. Também teve solicitação para reunião com outros Grupos Parlamentares. Como conclusão foram apresentados, por dois partidos, dois Projetos de Resolução.

Relativamente ao último anúncio do Governo, que tivemos conhecimento pelos órgãos de comunicação social, congratulamo-nos que a luta das populações tenha valido a pena e de que esta decisão do Governo só peca por tardia.

A proposta espelha em parte as reivindicações da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3, que foram os únicos que reivindicaram uma solução não portajada para esta via estruturante para o desenvolvimento de toda esta região.

Agora que o anúncio foi feito, que não se percam mais uma vez em prazos não cumpridos, se proceda de imediato à requalificação e alargamento de toda a extensão do IP3 sem portagens.

Os sucessivos acidentes que continuam a acontecer ilustram bem a perigosidade da via e da urgência da sua requalificação.

No passado dia 21 houve mais um acidente grave no porto da raiva.

Continuar a ignorar esta situação é contribuir para um crime com perdas de vidas humanas.

Apesar deste anúncio do governo iremos recolher as restantes assinaturas até à audição parlamentar, assim como, proceder a pedidos de entrevista para perceber no concreto qual o projecto, fases e tempos da execução da obra.

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