Abadia de Espinho.Encenação de “O retrato de Ricardina” emocionou dezenas de espetadores

O universo literário de Camilo Castelo Branco passou por Espinho. Um amor doloroso e proibido que teve também como símbolo uma fonte dos amores,como o de Pedro e Inês de Castro.

Real ou imaginário,ocorreu no final do Sec. XIX,e foi encenado no passado Sábado, 17 de Fevereiro,por Joana Travessas, a Lapense Catarina Fonseca e restantes voluntários,com momentos de grande emoção e humor e ainda com direito à degustação do vinho tinto “Grandalhão” de Gandufe e de bolo.

Sinopse 

O «Retrato de Ricardina» é uma Novela sentimental de Camilo Castelo Branco, cuja intriga atribulada e inverosímil (“esta novela parece querer demonstrar que sucedem casos incríveis”) gira em torno dos amores infelizes entre Ricardina Pimentel, filha do orgulhoso abade de Espinho, e Bernardo Moniz, estudante de Direito, cujas peripécias se arrastam por mais de vinte anos. O motivo da paixão contrariada pela oposição paterna, a omnipresença da fatalidade (“Pois a desgraça não estará cansada? – Que pergunta! A desgraça cansada! Teria ela começado?”) e o sentimento da honra (que assume contornos diversos no pundonor de Leonardo e no heroísmo moral de Bernardo, recusando-se a cometer um crime) são tópicos recorrentes na ficção camiliana.
Curiosidades:
Esta obra de Camilo Castelo Branco foi, juntamente com «A Brasileira de Prazins», a base para a adaptação da série televisiva portuguesa «Ricardina e Marta» produzida pela RTP.
Excerto:
«Assim que as filhas perfizeram a idade perigosa, o abade entrou-se do capricho de as casar com primos, sobrinhos de Clementina. Lisonjeava-o entrar com as filhas na casa de onde fugira a mãe, quinze anos antes. »

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