Opinião Política. José Lima (PS), Manuel Henriques (CDS) e Pedro Morais (PSD)

José Lima (autarca do PS em Canas de Senhorim) :

Inicio a minha colaboração como cronista deste jornal abordando diversos temas, uns da atualidade e outros de um passado bem recente.

Importâncias e as pessoas

“Não há pequenas ou grandes importâncias, há importâncias”.

Toma a ousada tarefa de dissertar algumas palavras sobre um tema trazido pela Jornalista Dra. Maria José Afonso ao nosso concelho para vos dizer com toda a clareza e convicção, de que;

“Não existem pequenas nem grandes pessoas, existem pessoas”.

O ser humano é um termo utilizado nas ciências para caracterizar a espécie viva evolutiva que se difere das demais por possuir inteligência e razão.

A espécie humana representa o mais alto nível de complexidade da escala evolutiva. O cérebro desenvolve-se de maneira que seja capaz de realizar diversas atividades que exigem raciocínio, além de elaborar pensamentos criativos, abstratos, teorias e de outros tipos.

“O Ser Humano na Filosofia

Do ponto de vista filosófico, o ser humano é caracterizado como um ser racional, capaz de ser uma unidade e uma totalidade ao mesmo tempo, enquanto matéria. Ele também consegue, através da racionalidade, distinguir coisas e elaborar conceitos.

O Ser Humano na Sociologia

Para a Sociologia, o ser humano é aquele indivíduo que é capaz de viver em sociabilidade com os demais. É um ser social que consegue conviver em sociedade e influenciar ou ser influenciado por determinado comportamento social.”

Fiz este pequeno preambulo, apenas para salientar que foi um prazer enorme conhecer e poder partilhar momentos de clara visão humanista da Dra. Maria José Afonso.

É uma das pessoas mais formidáveis que conheço e penso que todos nós ganharíamos imenso ao apreciar a sua dimensão humana.

Porque penso e acrescento que um dos grandes males da nossa sociedade tem a ver com a palavra IMPORTÂNCIA, e, que dela existe demasiado uso sem o devido acompanhamento com as ações adequadas.

Obrigado Dra. Maria José.

Reavivar.

1) O último trimestre de 2017 foi aziago para a nossa região, 15 de outubro e seguintes foram demasiados violentos como sabemos, ora devido aos incêndios que nos assolaram, ora à consequente falta de água na Barragem de Fagilde e que não deixou de nos trazer muitas preocupações a todos.

Ilações?

Sim, devemos todos nós cidadãos deste ex jardim à beira mar plantado tirar as devidas ilações e respetiva consciencialização cívica da transformação ambiental que o planeta está a sofrer.

Sim, devemos todos nós cidadãos pressionar quem nos governa, para que sejam pró-ativos na realidade, para que a prevenção destas catástrofes seja uma certeza.

Sim, devemos todos nós cidadãos fazer aquilo que depende de nós, nas mais simples tarefas diárias do nosso quotidiano.

2) Com as chuvas regressaram os acidentes na nacional 234, no local de sempre.

Porque não, pensar numa rotunda na entrada/saída da Zona Industrial onde se situa a Borgstena, e outra, na entrada/saída de Canas de Senhorim via Urgeiriça como solução no imediato?

3) O Partido Socialista, teve uma vitória clara nas eleições Autárquicas de Outubro de 2017.

O nosso concelho não fugiu a essa regra. O trabalho dos autarcas em exercício no mandato anterior foi reconhecido pela maioria dos nossos concidadãos.

Finalmente alguém cumpriu com as promessas a que se propôs.

Muito ruído se criou, adensando-se á medida que o dia D se aproximava.

Muito show off foi transmitido para as redes sociais na tentativa de denegrir a imagem do Presidente da Camara e com isso tirar os devidos dividendos políticos

Mas felizmente o povo sabedor e soberano reconheceu o mérito de quem o teve, e, reconduziu o Dr. Borges da Silva e a sua equipa em mais 4 anos de mandato.

Muito trabalho há para fazer, a dinâmica deverá continuar e acredito que este 2º mandato será histórico.

Estão todas as condições reunidas para que isso aconteça até porque JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.

Off Record

Com a necessidade cada vez mais imperiosa de arrepiar os acontecimentos catastróficos causados pelos impactes ambientais, somos hoje confrontados com outro tipo de catástrofes falo como é óbvio do lixo que assistimos causado pelos inúmeros inopinadores televisivos e outros similares.

Torna-se por vezes lamentável assistir ao espetáculo degradante a que algumas pessoas se dão ao luxo de fazer. É certo que devem ser bem pagos para executarem esse papel, mas que não deixo de considerar reprovável e condenável.

José Lima

Autarca em Canas de Senhorim pelo PS

PELOURINHO por Manuel Henriques (CDS/PP)

Uma Região que reage!

De tudo de mau que nos trouxe o “grande fogo de outubro de 2017” ressalta algo de positivo: o aparecimento de vozes afirmativas, inconformadas e reivindicativas, na região, que pareciam silenciosas nos últimos anos. A sensação de “esquecimento” e de nos tratarem como uma “região não prioritária” parece finalmente ter encontrado quem queira contrariar este “fado”. Após o “esgotamento hídrico” de Fagilde a região, através dos seus principais autarcas, reclama soluções para a carência de abastecimento de água que a cada seca extrema se poderá repetir, e que o “engavetamento” da barragem de Girabolhos pelo atual Governo só agravou. A região também reclama contra a injustiça – endossável a vários governos – da não resolução do problema do IP3, permitindo a perpetuação dos riscos rodoviários graves que o atual traçado e que dizima várias vidas ano após ano. O mesmo pela paralisia de décadas na não conclusão do IC12 ou do IC37. Autarcas com peso “atiram-se” (e bem) ao híper-centralista Ministro do Planeamento por prejudicar Dão-Lafões em matéria de fundos comunitários e investimentos públicos. Por último destacar o aparecimento de um Grupo pela Defesa do Interior onde se destacam beirões ilustres como Jorge Coelho ou Álvaro Amaro, e que vem assumir-se como um “grupo de pressão” junto do Poder Politico para uma série de reivindicações que permitam ao interior igualdade de armas para o desenvolvimento. Este movimento – apadrinhado pelo Presidente da República – vai realizar uma grande conferência nacional no próximo mês de junho onde serão apresentadas várias medidas estratégicas cujo destinatário é o Governo. Esta vitalidade é motivo de esperança para quebrar o status quo Centralista e para transportar a região para outros patamares de desenvolvimento.

Mandato histórico?

Anunciou o Presidente da Câmara Municipal de Nelas um “mandato histórico” para 2017-2021. Legitimo, sem dúvida, face à reforçada legitimação popular. Mas os sinais que vão sendo dados preocupam, pois parecem indiciar aventureirismo financeiro e deficiente planeamento. E desta história os cidadãos do Concelho não pretendem fazer parte. Para já entendo como histórico, apenas, o tamanho do quadro de pessoal e a dívida a contratar (anunciou-se no final de janeiro a contratação de um empréstimo de 3,3 milhões de Euros – atingindo a dívida total acumulada 13 milhões de euros. que irá crescer).  O incremento infraestrutural prometido às populações –  ETARS, Museus e Centros Culturais – é grande e ambicioso e as populações irão reclamar essa concretização. Acredito que o executivo até esteja de boa-fé….mas isto não é sinónimo de competência e adesão à realidade. Esta maneira de trabalhar parece alicerçar-se numa gestão “trapalhona” que ao mesmo tempo que reduz as receitas correntes (baixa do IMI – que reduz as disponibilidades financeiras em cerca de 3,5 milhões de euros no mandato) alavanca-se em dívida para cofinanciar investimentos necessários face aos apoios comunitários contratados. Caso corra mal a renegociação da dívida ou a conjuntura do financiamento se venha a agravar (estima-se um agravamento dos juros na Zona Euro no mandato) a gestão corrente ficará em sérias dificuldades.  Acima de tudo o autor destas linhas teme que as pessoas vejam as suas expectativas defraudadas.  Isto num contexto em que se percebem as notórias dificuldades financeiras do Município em acabar intervenções começadas em 2017 por eleitoralismo.  É inaceitável o Município demorar 9 meses a reabilitar uma escola, instalar Caixas Multibanco ou a terminar o alargamento de um cemitério. Até prova em contrário faltam-nos provas de que o Executivo tenha uma estratégia razoável e não se limite a constantes “fugas para a frente”.

Manuel Alexandre Henriques

Pedro Morais (Autarca do PSD em Vilar Seco) : “Paz, pão, povo e liberdade, todos sempre unidos no caminho da verdade”

Depois de alguns anos afastado da terra que me viu nascer, inicialmente por questões académicas e depois naturalmente pelas profissionais, regressei ao porto seguro das terras do “Coração do Dão”.

Ao longo dos últimos anos tenho-me mantido informado sobre o nosso concelho e sobre as suas gentes. A nossa terra possui um património vasto e rico e excelsas pessoas em diversas atividades profissionais.

Há 4 meses iniciei a vida política ativa no nosso concelho, assente no princípio da Social Democracia, partido pelo qual sempre nutri especial afeto e com o qual me identifico: o Partido Social Democrata.

O Hino do PSD, “Paz, pão, povo e liberdade, todos sempre unidos no caminho da verdade”, expressões fortes para 1976, mas que hoje fazem todo o sentido na conjuntura atual, todos sempre unidos pelo caminho da verdade. As três setas do logótipo representam os valores fundamentais da social-democracia: a liberdade, a igualdade e justiça social e a solidariedade, valores nos quais me revejo na plenitude. Acredito que se pode fazer política séria, com responsabilidade e sentido de interesse comum, pensando essencialmente nos nossos concidadãos. Vou abraçar um projeto com caras novas, rejuvenescendo o grande partido, que o é, criando um grupo de trabalho direcionado e atento ao que se passa no poder local, apontando para a vitória nas autárquicas 2021. As autárquicas 2017 deixam um legado de novos intérpretes na atividade política, em que o único interesse é o desenvolvimento e bem estar na nossa região. É importante que se faça esta renovação, com gente que se identifique com o partido, que o sinta e lhe seja leal, que esteja com ele em todos os momentos.

Vilar Seco

Escrever sobre Vilar Seco é fácil, prazeroso, harmonioso e saudosista. Cresci nesta magnífica aldeia.

O polidesportivo ao domingo era cheio de vida, com muitos jovens a jogar futebol, quem sofria dois golos, perdia e entrava outra equipa. Os mais velhos, da varanda da Associação Cultural e Recreativa e junto ao polidesportivo, observavam orgulhosos os miúdos da terra e relembravam os seus tempos de infância. A associação filarmónica e rancho folclórico estavam preenchidos com juventude, um misto de experiência e irreverência.

Para onde caminhas Vilar Seco?

Pela primeira vez, apresentaram-se candidaturas jovens à Junta de Freguesia, no caso da lista que liderei a mais jovem de sempre. Não foi por acaso, acreditava e acredito, que era importante uma mudança rápida e verdadeira da forma de fazer e pensar a política, vocacionada diretamente para as pessoas e para o bem comum dos meus conterrâneos. É urgente ter uma estratégia e linhas orientadoras bem definidas, capazes de pensar a longo prazo, mesmo desenquadrando os 4 anos de mandato, porque somente dessa forma o essencial, o que realmente nos move, o desenvolvimento e o legado que poderemos deixar à nossa terra e aos nossos filhos, prevalecerá.

Continuamos a ver a população a diminuir, casas desabitadas, ruas desertas e pouca natalidade, o que não se altera é a forma de gerir a Junta de Freguesia.

Não posso aceitar que se elabore um orçamento para 2018 sem ambição e critério, excessivamente vago e generalista, tal como foi apresentado na passada Assembleia de Freguesia. Dizem que têm um projeto, para 2018, a realização das Festas da Aldeia, mas o mesmo não consta no orçamento e investimentos para 2018. Desafio este executivo a realizar as festas sem estas representarem custos para o orçamento da junta, assim trabalhava a última comissão de festas, alocando esse dinheiro para outras atividades/infraestruturas que beneficiem diretamente o bem estar da população.

É preciso olhar para as casas vazias e ver uma oportunidade de fixar gente nova na aldeia, é importante saber quais as necessidades das pessoas idosas e é fundamental aproximar o centro de dia à população.

Espero, sinceramente, que se comece a fazer/trabalhar e não a viver de utopias para ganhar eleições. O nosso povo vai estar atento e reivindicar tudo a que tem direito para o seu desenvolvimento sustentável.

Para terminar, não podia deixar de felicitar a Associação Filarmónica de Vilar Seco, a nossa “BANDA”, pelos seus 115 anos. Parabéns! No passado dia 28 de janeiro, celebrou-se mais um aniversário, um dia especial para quem sente a melodia desta instituição. A Associação brindou quem esteve presente, depois de almoço, com um concerto que ouvi com especial atenção. “A BANDA” é música, essência principal desta coletividade, pena que outros não ficassem mais um pouco para sentirem/ouvirem o bonito recital de melodias intemporais às gerações de Vilar Seco.

Pedro Morais

Autarca do PPS|PSD do Município de Nelas