Boas Quintas e o didático projeto de Enoturismo

Numa visita às Boas Quintas, o consumidor vive intensamente o processo produtivo, ficando a compreender melhor os vinhos, desde o seu nascimento, na vinha, até à saída da adega. Através das provas de vinhos, os visitantes ficam sensibilizados sobre as suas particularidades que os tornam verdadeiramente únicos. Foi essa experiência que tivemos oportunidade de desfrutar.

A empresa, fundada em 1991, tinha a sua sede no centro da Vila de Mortágua, junto à casa da Família de Nuno Cancela de Abreu, sócio e enólogo da Boas Quintas. Contudo, este espaço privilegiado pela sua localização e beleza da casa apalaçada, tornou-se pequeno para este projeto.

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Em 2010, com a dedicação a tempo inteiro de Nuno Cancela de Abreu e do seu sócio Rui Brandão, a empresa reorientou a sua estratégia e alargou o seu portfólio. Face ao aumento da produção e ao crescimento das exportações a empresa inaugurou em 2016 a sua nova adega na Quinta da Giesta, junto ás vinhas próprias, localizadas nos subúrbios de Mortágua. Foi um ano de glória que coincidiu com o reconhecimento de Nuno Cancela de Abreu como “Enólogo do Ano 2016”, por Aníbal Coutinho ( reconhecido crítico de vinhos) e com a atribuição do Prémio Empresa 2016 pela Revista de Vinhos.

Uma visita de Enoturismo na Boas Quintas, inicia-se na  vinha. É essencial conhecer as características das castas originárias desta magnífica região, como seja o Encruzado e a Touriga Nacional como base dos vinhos da empresa. Importa ainda compreender o que distingue alguns dos vinhos ali produzidos como por exemplo a particularidade da introdução da casta Arinto, de Bucelas, que tem trazido grande frescura e mineralidade aos vinhos brancos. O visitante é enquadrado na fase do ciclo em que a vinha se encontra, sendo-lhe explicados os trabalhos que estão a ser desenvolvidos no momento.

Nestes primeiros meses do ano, quem visitar a Quinta, depara-se com os trabalhos de poda e de estrumação, ao mesmo tempo que usufrui de uma verdadeira “imersão” sobre as várias etapas sequenciais do crescimento da videira até à vindima.

Avança-se depois para o local de receção da uva, onde é abordada a maquinaria e o processo de receção e tratamento das uvas quando chegam á adega.

Fica-se a saber que as castas são recebidas separadamente e que só são vindimada depois de controlada a sua maturação desde o início em Agosto no que diz respeito ao nível de açúcar e diferentes características da uva. É visível a grande precisão no controlo na receção da uva. No final trata-se da matéria prima, sendo crucial que se apresente no seu melhor estado sanitário e de equilíbrio entre os seus componentes.

São também apresentadas as diferenças nos processos de vinificação dos vinhos brancos, rosé e tintos.

Nos brancos, as uvas são prensadas  e separado o seu mosto (sumo) do engaço, películas e grainhas. Este mosto refrigerado e limpo é posteriormente enviado para cubas com controlo de temperatura, de forma a fazerem fermentações a baixa temperatura durante aproximadamente um mês.

Por sua vez, nos tintos, os cachos são desengaçados e as massas (conjunto do mosto, películas e grainhas), são enviadas para as cubas, para que se inicie o processo de fermentação, que originará os verdadeiros néctares dos Deuses.

Já os vinhos rosés apresentam um processo misto que inicia como se fosse um tinto, numa cuba com a totalidade das massas e de onde é retirado parte do mosto, de cor rosada, que vai fermentar como se de um branco se tratasse.

Na Boas Quintas alguns vinhos fazem a fermentação em barrica, especialmente os mostos da casta branca rainha, como é considerado o Encruzado. Na visita, poderá ver e apreciar ao nível olfativo, as barricas de carvalho francês onde esse Encruzado faz neste momento o seu estágio.

Por sua vez, os vinhos tintos especiais, passado o inverno são colocados em barrica para fazerem o seu estágio prolongado de amadurecimento onde adquirem complexidade e elegância.

Uma vez concluída a explicação do processo de vinificação, segue-se a descrição detalhada do trabalho de preparação dos vinhos, filtração, enchimento e finalmente a rotulagem. É apresentada a linha de enchimento, o seu funcionamento, o sistema de controlo e rastreabilidade, terminando na secção de produto acabado e preparação da expedição do produto para o mercado.

O principal foco comercial da Boas Quintas está na exportação, sendo que os vinhos são vendidos em cerca de 25 países. A empresa tem apresentado um crescimento sustentado de vendas, nomeadamente na China, mas também no continente americano em países como EUA, Brasil e Canadá e em toda a europa.

Após a apresentação das instalações e do processo produtivo, chega o esperado momento da prova de vinhos!

As provas podem ser adaptadas de acordo com o número de pessoas e/ou nível de conhecimento e interesse do visitante.

Aqui ficam exemplos das 3 tipos de provas de vinhos mais comuns:

Visita Quinta da Giesta

Prova composta por 1 vinho branco, 1 vinho rosé e 1 vinho tinto representativos e característicos da região do Dão

[Quinta da Giesta Branco, Quinta da Giesta Rosé e Quinta da Giesta Tinto]

 Visita Boas Quintas

Prova composta por 3 vinhos brancos e 3 vinhos tintos capazes de evidenciar a influência das regiões vitivinícolas portuguesas nos diferentes vinhos

[Morgado de Bucelas (Bucelas), Fonte do Ouro Branco (Dão), Pica Peixe Branco (Península de Setúbal) e Cytisus (Douro), Fonte do Ouro Tinto (Dão), Gamo (Alentejo)]

Visita Fonte do Ouro

Prova composta por 2 vinhos brancos, 2 vinhos tintos e 1 vinho doce da gama de vinhos de topo do Dão

[Fonte do Ouro Branco, Fonte do Ouro Encruzado, Fonte do Ouro Tinto, Fonte do Ouro Tinto Reserva e Fonte do Ouro Colheita Tardia]

Aqui ficam os contactos para marcações das visitas:

telf.: 231 921 076/ 925 873 805

http://boasquintas.com/enoturismo/

https://www.facebook.com/boasquintas/

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