“Les Misérables – School Edition” : Cinco sessões mágicas em Carregal do Sal

Centro Cultural de Carregal do Sal a registar grandes enchentes de público, para presenciar mais um notável musical, em estreia absoluta em Portugal,que nos transporta cada vez mais para outros patamares, como a Broadway em Nova Iorque. A atmosfera é mágica, cheia de cor, musicalidade, ritmo, drama e humor. 

A magistral encenação é de António Leal, com adaptação para português europeu do guião e letras das músicas, de Sandra Leal.São 40 os adolescentes da ContraCanto (Sedeada na Lapa do Lobo), que tornaram também possível este grandioso espetáculo.

“Os Miseráveis” de Victor Hugo, é uma poderosa obra prima da Literatura Universal. Estavámos no dealbar do Século XIX e a França mergulhada num crise profunda, onde a pobreza era a sua nota mais marcante. A denúncia a todos os tipos de injustiça humana é exaltada nesta densa e envolvente narrativa, que segue a épica história de Jean Valjean — o homem pobre que, por ter roubado um pão,para salvar a família da fome é condenado a dezenove anos de prisão. “Os Miseráveis” é inquietantemente religioso e político, e ao mesmo tempo comovente e hilariante.

This slideshow requires JavaScript.

Depois de cumprir a pena e sair em liberdade, Jean procura um lugar para dormir e alimentar-se.É expulso de todas as estagens, pois os donos consideravam-no como um dos piores bandidos já existentes. Com frio e fome, bate à porta da casa de um bispo que o acolhe com dedicação, por mais que soubesse de quem se tratava. Jean Valjean rouba castiçais e alguns talheres do bispo. De seguida é apanhado novamente pela polícia que o leva até casa do bispo. Este por sua vez, mente dizendo que havia dado os objetos para o hóspede e perdoa-lhe. Arrependido, Jean Valjean percebe o quanto é hipócrita e decide praticar a honestidade e o bem ao próximo.

Na Alemanha torna-se dono de uma fábrica. Embora fosse rico sempre foi procurado pela justiça  (o impiedoso Inspetor Javert – um homem muito severo e dedicado à profissão que exercia). Jean sempre escapou sempre das emboscadas, pois era habilidoso e forte. Quando mudou de identidade e passou a chamar-se Madeleine, conheceu uma mulher chamada Fantine. Ela tinha uma filha chamada Cosette, que morava com a família dos Thénardier e ali trabalhava como se fosse uma escrava. Cosette com o tempo conheceu um rapaz com o qual se casou anos depois. Seu pai adotivo Jean, passou a morar sozinho. De tempos em tempos, era visitado pela filha e o marido. Contudo a ausência da filha durante alguns meses, fê-lo adoecer fortemente. Sabendo disso Cosette foi visitá-lo. Porém, ao chegar lá, ele estava moribundo. Mas, com a presença da filha, sentiu-se aliviado e morreu nos seus braços.No seu túmulo estava apenas escrito, numa pedra sem identificação, a seguinte frase: “Ele dorme. Embora a sorte lhe tenha sido adversa. Ele viveu. Morreu quando perdeu seu anjo”.

             Nota sobre o autor: Victor Hugo nasceu em 26 de fevereiro de 1802 e faleceu em 1885, na França. É considerado o principal nome do romantismo francês.