Borges da Silva afirma: “Há um racionamento de guerra na água e podemos estar na iminência de um colapso social”

Foi na entrevista de hoje à TSF que o presidente da Câmara de Nelas anunciou ainda que depois de ter declarado a situação de emergência municipal, os outros três concelhos (Viseu,Mangualde e Penalva do Castelo) afetados pela escassez de água e abastecidos pela Barragem de Fagilde “vão fazer o mesmo”. Depois desta declaração, os presidentes de câmara de Mangualde e Viseu, contactados e citados pela TSF, desmentiram o autarca de Nelas, mas recusaram prestar declarações gravadas.

Numa nota escrita enviada à TSF, Almeida Henriques, presidente da câmara de Viseu, escreve que a declaração de estado de emergência ou calamidade compete ao Governo e ao Presidente da República.O autarca de Viseu afirma que entende não ser oportuno ou vantajoso acionar o plano municipal de emergência e assegura que já tomou todas as medidas possíveis para combater a seca.

Borges da Silva, garantiu que a decisão foi tomada ontem,quinta-feira, na reunião dos quatro presidentes de câmara com o Secretário de Estado do Ambiente.

Contactado e citado pela TSF, o gabinete do ministro do Ambiente confirma que houve, de facto, uma reunião com as câmaras de Viseu, Nelas, Mangualde e Penalva do Castelo, na última quinta-feira. O ministério explica que, nesse encontro, ficou decidido que, se alguma das câmaras resolvesse declarar emergência municipal, teria de o comunicar previamente ao Governo, o que não aconteceu até ao momento.

“Há um racionamento de guerra”, disse o edil de Nelas, sustentando que “poderemos estar na iminência de um colapso social, que não quero imaginar”.

O nosso jornal tentou esclarecer junto de Borges da Silva esta afirmação, via e mail, sem que até ao momento tenhamos obtido resposta.

Fonte próxima do presidente da Câmara, adiantou ao nosso jornal que o edil está “preocupadíssimo” com a situação e com a iminência de em poucos dias Nelas poder ficar sem abastecimento de água, estando a desenvolver diversos contactos, diretamente junto da Administração Central, para resolver o problema. “Sendo Nelas o fim da linha do processo, se faltar água, vai faltar em Nelas”, comentou uma outra fonte por nós contactada, aludindo às declaração do presidente da Câmara.

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