Crime no Rio Dão com a morte massiva de peixes

Em face do ocorrido no passado dia 23 de Setembro (morte massiva de peixes num trecho do rio Dão em Alcafache) e da celeridade da CMV em apagar rapidamente os vestígios da hecatombe, o Bloco de Esquerda apresentará queixa à APA (Agência Portuguesa do Ambiente).

O Bloco de Esquerda e a sua candidatura autárquica estiveram no local para se inteirar dos acontecimentos, falando com residentes e comerciantes.

O papel do executivo municipal deve ser o da prevenção e da preocupação ambiental, não o de encobrir o acontecimento e limpar a imagem. Este é mais um caso da falta de preocupação ambiental do executivo municipal.

Interessa agora descobrir as causas desta tragédia e atuar preventivamente evitando situações idênticas no futuro.
Fica o testemunho de uma cidadã residente na área:
No sábado, 23 de setembro, milhares de peixes foram encontrados mortos num troço de 900 mtrs do rio Dão entre a Quinta do Morango em Fragosela e as praias do rio de Alcafache.
As autoridades foram alertadas e SEPNA Viseu visitou o local na manhã de domingo para avaliar a situação e tirar amostras de água e recolher alguns peixes mortos para análises. Após a observação, a morte massiva dos peixes foi atribuída à falta de oxigénio, mas os resultados das análises ainda não foram tornados públicos.
Os habitantes locais crêem sobre que alguma forma de poluição química ou falta de oxigênio resultante dessa poluição, possam ser a causa mais provável.
Antes de qualquer informação “oficial” sobre a causa da morte de milhares de peixes seja tornada pública, o elemento não natural que pode ser claramente observado neste trecho de 900 metros do rio Dão é a abundância de algas que foi claramente visível durante semanas na praia em Alcafache.
Depois da morte dos peixes, o SEPNA visitou o local, para recolher amostras para análise e os açudes (que existem para manter o nível da água) foram abertos para permitir que a água e muitos dos peixes mortos escorressem, rio abaixo. Com as comportas abertas e pouca água pode-se verificar que a parte que esteve submersa possui a cor verde escura das algas, algo que não se verifica acima e abaixo deste trecho do rio.
A grande diferença entre este pedaço de rio e as áreas acima e abaixo é a falta de oxigenação fornecida pelos rápidos e água de fluxo contínuo. A água permanece em grandes áreas por longos períodos de tempo, o que é o caso de Alcafache.
Combine-se isso com: 1. um verão muito quente e seco e, 2. o facto de haver muito material orgânico no rio Dão devido à falta de tratamento de água a montante e temos uma “tempestade perfeita” causando uma proliferação de algas que pode ser letal para os peixes.
Num ambiente natural, inalterado pelos humanos, isso também pode acontecer, mas é muito menos provável. O ecossistema do rio Dão é alterado por barragens, açudes e descargas de águas residuais que alteram a qualidade e a quantidade de água.
Cabe-nos a nós, conhecendo esses factos, fazer o que pudermos para sustentar a vida no e ao redor do rio.
Esperemos que as autoridades locais estejam à altura do ocorrido.

[Freya van Dien, gerente Moinhos do Dão Eco Quinta]

As autoridades foram alertadas e SEPNA Viseu visitou o local na manhã de domingo para avaliar a situação. Após a observação, a morte massiva dos peixes foi atribuída à falta de oxigênio, sem que tivessem sido feitas recolhas.

Os habitantes locais crêem sobre que alguma forma de poluição química ou falta de oxigênio resultante dessa poluição, possam ser a causa mais provável.

Antes de qualquer informação “oficial” sobre a causa da morte de milhares de peixes seja tornada pública, o elemento não natural que pode ser claramente observado neste trecho de 900 metros do rio Dão é a abundância de algas que foi claramente visível durante semanas na praia em Alcafache.

Depois da morte dos peixes, o SEPNA visitou o local sem que tenham recolhidas amostras da água e dos peixes mortos e os açudes (que existem para manter o nível da água) foram abertos para permitir que a água e muitos dos peixes mortos escorressem, rio abaixo. Com as comportas abertas e pouca água pode-se verificar que a parte que esteve submersa possui a cor verde escura das algas, algo que não se verifica acima e abaixo deste trecho do rio.