Infraestruturas de Portugal, depois de avanços e recuos, admite construção de traçado paralelo ao IP3

A única obra prioritária , ao nível de redes viárias, prevista para os próximos tempos é a reconversão do IP3, que liga as cidades de Coimbra e Viseu, refere a edição de ontem do jornal Expresso num artigo intitulado “Governo insiste em debate sério com o PSD. O que está em causa? O novo plano [obras públicas] até 2030”. Aquele semanário explica que o orçamento da Infra-estruturas de Portugal (IP) não aguenta investimentos pesados e que “Bruxelas fechou a torneira a este tipo de obras”.

Paralelamente, a reconversão do IP3 poderá ser o único traçado a ter um tratamento excepcional, mas ainda assim existe sempre “o problema do dinheiro”. “O tema IP3 tem sofrido avanços e recuos. Agora a Infra-estruturas de Portugal admite a construção de um traçado paralelo, ou prolongar a A13 (Pinhal Interior) até Viseu”, conta o Expresso, lembrando que esta é uma via com muita sinistralidade, tão elevada “que até a Liga de Bombeiros se meteu ao barulho e os partidos consideram a obra vital”. O semanário recupera também declarações do patrão da Mota-Engil, António Mota, que costuma dizer que “há muito tempo que a estrada da morte deveria ter sido substituída”.

Lembramos que a Infraestruturas de Portugal EP, tinha assegurado, em 5 de Janeiro de 2017,que ao longo deste ano, o IP3 iria receber obras de conservação no valor de um milhão de euros. Dinheiro que serviria ” para estabilizar taludes, melhorar o piso e a sinalização”.