PSD Carregal do Sal aconselha Rogério Abrantes a “assumir as suas responsabilidades por inteiro” no dossier ambiental

Nota que o PSD Carregal do Sal fez chegar à nossa redação :

O problema das ETAR’s já vem de longe. Não precisamos de procurar muito nos arquivos para nos darmos conta que o atual Presidente da Câmara, na campanha autárquica de 2009, entre muitas outras coisas, dizia: “As ETAR’s não funcionam ou funcionam mal”. Será importante relembrar que esteve na Câmara Municipal, de 2009 a 2013 como vereador e de 2013 a 2017, já na qualidade de Presidente, querendo isto dizer que, além de atualmente ser o máximo responsável político do concelho, não pode e não deve alegar desconhecimento do problema. Só que, pelos vistos, esta temática tão importante, foi esquecida ou outras prioridades surgiram no seu horizonte: como festas, propaganda e obras que apenas se limitam a maquilhar os reais problemas do nosso Concelho.

     Em 2012, um atento e preocupado munícipe, fez chegar as suas preocupações à Câmara, mas tudo continuou na mesma: a resposta que se impunha nunca chegou. Quem fizer, por exemplo, uma visita demorada à Ribeira de Currelos, como nós já fizemos, e falar com proprietários de terrenos contíguos percebe a dimensão do problema e a urgência em pôr-lhe um fim pois, de facto, trata-se também dum problema de saúde pública, que afeta pessoas, seus bens, as suas vidas.

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     Em março, do corrente ano, um abaixo-assinado (com mais de 300 assinaturas) fez tocar os sinos a rebate, mas o comportamento do executivo da Câmara parece não ter sofrido qualquer sobressalto. Dizem-nos que se fizeram alguns estudos e que são precisos oito milhões de euros para resolver o problema. A dois meses de eleições o caso tornou-se dramático para o atual executivo. Não podendo iludir o problema, varrendo-o para debaixo do tapete, desdobrou-se em operações de “charme”, de duvidosa eficácia, e lava agora as mãos como Pilatos, descarregando as culpas no passado e na falta de estudos técnicos. Mas é bom que se repita e se relembre a todos: Rogério Abrantes pertenceu e pertence também a esse passado, com funções autárquicas relevantes e, voltamos a repetir, foi vereador de 2009 a 2013 e depois Presidente. Decorreram oito anos, oito longos anos. Não é tempo suficiente para fazer estudos, elaborar projetos, apresentá-los dentro dos prazos devidos, vê-los aprovados e arrancar com as obras? Claro que é e o senhor Ministro do Ambiente confirmou-o na intervenção que fez, no salão nobre da Câmara Municipal, em 17 do corrente mês, na sessão solene do Dia do Município. Citemos as suas palavras para que não restem dúvidas: “Quem teve condições para ir a jogo viu os seus projetos aprovados”. Se dúvidas ainda existissem, os municípios de Castro Daire e Nelas, por exemplo, dissipam-nas por completo: têm projetos aprovados e estão no terreno a fazer as respetivas obras.

     Por isso, senhor Presidente, reconheça que andou mal, muito mal em todo este processo. Assuma as suas responsabilidades por inteiro. Não é sinal de fraqueza ou falta de caráter, assumir os erros. Tal comportamento credibiliza a política e os seus atores. O senhor Rogério Abrantes, nas suas ações de campanha, foi muito duro nas críticas, muito claro nos seus propósitos, prometendo mudança, qualidade, futuro, proximidade e capacidade de liderança.

     Onde está a verdade de todas estas belas proclamações se, ao fim de quatro anos, de sua inteira responsabilidade, pouco ou nada mudou, a população residente diminuiu, a estagnação mantém-se e, o que é gravíssimo, um problema vital para a saúde e o bem-estar dos cidadãos foi totalmente remetido para segundo plano?

     Pensamos até que o senhor Presidente nunca pôs os pés na Ribeira de Currelos para, ‘in loco’, se dar conta da desgraça. Não seja, pois, tão rápido a atirar pedras ou a apontar o dedo. Disse no Feriado Municipal: “O desleixo e inoperância dos anteriores executivos conduziu o concelho à ruína ambiental”. É caso para dizer: “pela boca morre o peixe”!

     Neste momento, reconhecidos os erros, cientes da gravidade do problema, importa que nos unamos em torno do essencial: fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para debelar o problema, transformando este assunto na prioridade das prioridades do executivo que surja das eleições de 1 de outubro.

     Pela parte que nos toca, uma vez responsáveis pelos destinos do concelho, garantimos que o assunto não cairá em “saco roto”. Queremos inaugurar um tempo novo que não pactuará com o incumprimento, as falsas desculpas ou a culpabilização de terceiros.    

     Temos que assumir, em todo o tempo, as nossas responsabilidades.

A  Direção de Campanha do PSD de Carregal do Sal,