Sindicato acusa governo de colocar os serviços de saúde em situação “caótica”

Amanhã, 21 de junho, os Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica voltam à luta pelos seus direitos com uma manifestação que assinala o arranque de uma greve de dois dias (21 e 22 de junho) e que se prolongará por tempo indeterminado a partir de 29 de junho. Assim, os TSDT vão efetuar uma manifestação em frente ao Ministério da Saúde, a partir das 15h00, em protesto pela discriminação de que são vítimas. Indignados com a atitude do Governo, que rasgou os compromissos negociados, o STSS – Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica alerta que a greve só terminará com a aprovação das carreiras em Conselho de Ministros, atribuindo todas as responsabilidades ao Governo pelos imensos prejuízos que irão ser causados aos utentes do SNS.

GREVE AFETARÁ PRATICAMENTE TODOS OS SERVIÇOS DE SAÚDE

São cerca de 10 mil profissionais em exercício nos serviços públicos de saúde

Recorde-se que no final do ano passado, os TSDT realizaram uma greve histórica de 15 dias seguidos, com taxas de adesão a rondar os 80% diariamente. Uma luta que ficou para a história destas profissões e que paralisou o SNS – Sistema Nacional de Saúde. Os TSDT são constituídos por 19 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, a farmácia, a cardiopneumologia, entre muitas outras, num total de cerca de 10 mil profissionais em exercício nos serviços públicos de saúde. Esta greve afetará assim praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos hospitalares, diagnósticos diferenciados em todas as áreas de intervenção clínica, planos terapêuticos em curso, distribuição de medicamentos, prevenção em saúde, etc.

Nota de Imprensa do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica  

 É ainda de salientar que, no dia 12 de dezembro de 2016, o Governo assinou o acordo que permitia criar as carreiras dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica em regime de CIT e CTFP, determinando a discussão pública em BTE dos projetos de diploma, sem que se tenham verificado impedimentos ao percurso legislativo das novas carreiras. No dia 18 de maio, o Ministério da Saúde reforça este acordo, estabelecendo mais um acordo negocial sobre as matérias complementares das carreiras. No dia 1 de junho, o Secretário de Estado da Saúde informa o STSS que a Secretaria de Estado do Orçamento pretendia chumbar os projetos de diploma que teriam de ser presentes a reunião de secretários de estado. No dia 5 de junho confirma-se o “chumbo do orçamento”, determinando que o STSS decretasse a greve nesse mesmo dia.