UADS Laboratórios olha para o futuro com otimismo

Criada em 1990, a UADS (sedeada no Parque Industrial de Coimbrões, em Viseu), sob a direção de Manuel Marques, tem vindo a recuperar a sua situação financeira e pretende deixar de depender do Estado.

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A UADS – União dos ADS e Organizações Agro-Pecuárias do Centro, representa 10 Associações e Cooperativas da região ligadas ao sector agrícola e pecuário, intervenientes nos Planos Nacionais de Erradicação de Doenças de Ruminantes, com uma área de acção abrangendo 29 concelhos e pertencentes a três distritos (Viseu, Coimbra e Guarda).

Na sua fundação, tinha como objectivos principais o apoio aos Agrupamentos de Defesa Sanitária que a integram, tanto a nível da sua actividade no campo e financiamento, como através da representatividade e defesa dos seus interesses junto de entidades públicas ou privadas.
Foi a primeira instituição privada a apresentar, na Direcção Geral de Veterinária, um projecto para a criação de um laboratório de Sanidade Animal privado, tendo este iniciado a sua actividade em 1992, em instalações provisórias. Em 1995 a UADS conclui a sua sede no Parque Industrial de Coimbrões, onde passa também a funcionar o laboratório.

Impulsionado pelas crescentes exigências do mercado, alarga a sua actividade a outros sectores de produção agro-pecuária, bem como à Qualidade Alimentar.
A aposta na Qualidade dos seus serviços levou à acreditação do laboratório por parte do IPAC, com o cumprimento dos requisitos da NP EN ISO/IEC 17025.

POLÍTICA DE QUALIDADE

  • Promover a Melhoria Contínua a todos os níveis e actividades do laboratório, no cumprimento dos requisitos da NP EN ISO/IEC 17025, garantindo a integridade do sistema de gestão.
  • Satisfazer e superar as expectativas do cliente, garantindo a produção de resultados com qualidade, exactidão, rapidez e respeitando as normas em vigor aplicáveis.
  • Definir metas orientadas para a minimização dos impactos ambientais, promovendo práticas de protecção do Meio Ambiente.

O Laboratório da UADS – União dos ADS e Organizações Agro-Pecuárias do Centro cumpre os requisitos da NP EN ISO/IEC 17025, estando acreditado pelo IPAC, com o Certificado nº L0386.

Participa, com regularidade, em programas de Ensaios Interlaboratoriais (Químicos, Microbiológicos e Serológicos) de forma a controlar a sua aptidão para a realização dos ensaios.

Encontra-se licenciado pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária para a realização de ensaios no âmbito dos Planos Nacionais de Erradicação de Doenças de Animais.

Faz parte da lista do ERSAR de laboratórios aptos para ensaios em água de consumo.

Oferecendo aos seus clientes uma vasta gama de ensaios laboratoriais nas áreas da Qualidade Alimentar e Veterinária, dispõe de meios técnicos e humanos adequados à prestação de um serviço de qualidade.

UADS – União dos ADS e Organizações
Agro-Pecuárias do Centro

Parque Industrial de Coimbrões, Lote F
3500-618 VISEU

Telf: 232 479 636

Geral: geral@uads.pt

Direcção: direccao@uads.pt

O segredo da recuperação da UADS foi “não centralizar só em mim a gestão e confiar nas pessoas, trabalhando em equipa”

Entrevista a Manuel Marques, presidente da instituição, que enaltece a qualidade da sua equipa, com seis técnicos qualificados.

Quando assumiu o desafio de dirigir a instituição sabia o que ia encontrar ? 

Claramente não! Embora soubesse que a Instituição estava com graves dificuldades financeiras, pois tinham sido convocadas, no primeiro semestre de 2014, três Asembleias Gerais para se assumir a insolvência.

Considerando que poderia ali exercer o meu cunho pessoal, sem ser numa posição subalterna, em Julho de 2014, assumi a presidência na UADS.

Comecei por reunir com os credores, o mais difícil foi a Banca, credor hipotecário.Desloquei-me ao porto, considerando que a divida já estava em contencioso e fizemos um plano de pagamento.

Falamos com os trabalhadores, dado que, sem trabalhadores, a empresa não produz, tentamos liquidar-lhe os seis meses de ordenados em atraso, o que conseguimos.

Obviamente que este trabalho todo, não foi todo da minha lavra, mas sim dos diretores, dos colaboradores existentes na UADS, essencialmente duas pessoas, que pelo respeito que também tenho pelos outros não as identifico, e numa fase inicial Jorge David e Rui Dinis, hoje apenas o Jorge David.

O que foi feito no decurso da sua gestão ? 

Dar uma nova imgem à UADS, imagem que passou pela confiança dos nossos colaboradores e aqui refiro-me aos trabalhadores, aos nossos clientes e aos nossos fornecedores, fornecedores esses que com o meu compromisso pessoal, mesmo com pagamentos em atraso, como mais de três anos, continuaram a fornecer o laboratório, confiando no presidente da Direcção e nos restantes membros que me acompanham.

Usei para com todos uma gestão de Verdade e de compromissos, de trabalho e confiança e não centralizei só em mim a gestão da União.

Quais os grandes objetivos que tem traçados e qual a importância regional da instituição ? 

O nosso objetivo essencial é deixarmos de depender do Estado. O laboratório não pode nem deve depender somente das análises de sorologia.Ainda não o conseguimos,mas estamos muito melhor, basta dizer que o mesmo Estado deve ao Laboratório todo o trabalho executado desde 01.01.2016 até 30.06.2016, perto de 60.000,00€ por falta de procedimento, que a Direção da UADS, intentou uma ação contra o próprio Estado, e o Laboratório continua de portas abertas e a respeitar os seus compromissos. A importância para a região é termos uma infraestrutura privada a trabalhar  para a pecuária e  setor agro alimentar da Região.

Quais os principais clientes e como avalia a situação dos recursos humanos ?

Como compreenderá não vou dizer aqui na praça pública quem são os melhores clientes. Apenas agradeço a esses melhores clientes o facto de em 2014 não terem abandonado a UADS. Esses mesmos clientes nada têm a ver com o Estado, são empresas particulares, que nas alturas mais difíceis, basta um simples telefonema para nos acudirem financeiramente, no pagamento das faturas, mesmo as não vencidas.

É esta amizade este respeito e dedicação entre todos, que me vai dando coragem para liderar uma equipa que eu muito estimo, sem relevar o meu ego e o meu trabalho que tem sido árduo.

Seria ingrato, terminar esta entrevista, sem agradecer ao meu Presidente da Câmara de Mangualde, João Azevedo, a disponibilidade de dispensa de dois dias por mês, para assumir os destinos dos assuntos mais prementes da UADS, embora a Lei me conceda esse direito, mas ele sempre dependerá do poder discricionário daquele autarca. Mas considerando que a UADS também trabalha para os agricultores de Mangualde, certamente não lhe foi difícil decidir favoravelmente a minha pretensão.

 

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