O ouro em estado líquido produzido em Nelas

Entrevista com a direção da Cooperativa de Olivicultores de Nelas, CRL

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Em que data foi criada a Cooperativa de Olivicultores de Nelas e com que objectivos?

Foi criada no dia 4 de Março de 1952 e a extração de azeite foi definida como principal actividade

Qual o número atual de associados e produtores activos no vosso lagar? 

Cerca de seiscentos associados.

Que balanço faz da atual campanha face às anteriores em termos de qualidade e de quantidade?

A produção de azeitona na nossa região é, por várias razões, muito variável, quer em quantidade quer em qualidade. Este ano a quantidade de azeite extraído foi baixa e a sua qualidade ficou aquém do potencial da região.

Criaram a vossa própria marca. Qual o plano que têm traçado para a ativar no mercado?

A marca está ativa. Não tem expressão no mercado, é verdade. Ela é mais do que uma marca. É um selo de qualidade. Só os azeites de elevada qualidade, extraídos pela Cooperativa serão comercializados com o nome de “ Olivais do Dão “. Em 2013, a Cooperativa iniciou um programa de melhoria de qualidade de azeite extraído e portanto consumido, que espera ter resultados a médio prazo, e que permitirá a notoriedade dos azeites da região. Centramos a nossa atenção nas variedades autóctenes, como a galega vulgar, que é predominante na nossa região.

No processo produtivo optaram por fazer a extração a frio. O que esteve na origem desta decisão e em que benefícios se traduz para o produto final?

O azeite no seu estado natural tem uma composição bastante complexa. 97%  é uma mistura equilibrada de gorduras monosaturadas, poliinsaturadas e saturadas. Inúmeros componentes, entre os quais vitaminas e antioxidantes representam os outros 3%. Vários factores adulteram, ou eliminam estes componentes, A extração de azeite acima de 27º é um deles.   O azeite perde  o seu valor nutricional, não passando de uma gordura que deixa de ser alimento para passar a ser condimento e, por sinal bastante calórico.

Falem-nos da parceria que estabeleceram com a Universidade de Aveiro e que benefícios práticos poderá ter para os olivicultores.

Entre os vários propósitos, pretendemos estruturar o suporte  científico da diferenciação do azeite da região. A investigadora Eliana Alves, e a professora Rosário Fernandes, sua orientadora são o rosto desta parceria.

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