Oliveira do Hospital.Reunião do Aspiring Geopark Estrela para a certificação pela UNESCO

Oliveira do Hospital acolheu a primeira reunião descentralizada do Aspiring Geopark Estrela, onde estiveram presentes representantes dos restantes oito municípios – Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia – e do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e Universidade da Beira Interior (UBI) que integram a associação responsável pela candidatura da Serra da Estrela a Geoparque Mundial da Unesco.

Uma iniciativa aplaudida pelo presidente do município anfitrião, José Carlos Alexandrino que saudou a descentralização das reuniões “numa aproximação aos diferentes territórios” de um projeto “que acredito, que o reconhecimento da Serra da Estrela pela Unesco poderá ser uma mais valia para os nossos territórios”.

Na abertura da reunião, realizada esta terça-feira, José Carlos Alexandrino frisou que a “Serra da Estrela é um ativo turístico A valorizar e é também um ativo ambiental que deve ser valorizado e defendido”, referindo por isso a necessidade de ser desenvolvido um trabalho de complementaridade entre o Geopark Estrela e outras redes e parceiros do território “com o objetivo comum que é a valorização daquele espaço territorial da nossa região”. Convicto de que “se o trabalho for bem feito, os nove concelhos podem tirar bons resultados”, José Carlos Alexandrino entende também que esta parceria “só poderá funcionar se todos cumprirmos a nossa parte, na componente financeira e participação ativa no próprio projeto”.

Da ordem de trabalhos desta reunião constou a aprovação, por unanimidade, do Plano de Atividades assumidamente “ambicioso”, como referiu Gonçalo Fernandes, vice-presidente do IPG, e que integra várias ações aglutinadas em cinco eixos fundamentais: Consolidação e Entrega da Candidatura; Ciência; Educação; Turismo e Desenvolvimento; e Promoção e Divulgação.

Dando conta que decorre a preparação do dossier de candidatura que será entregue no próximo mês de outubro, este responsável frisa que a “Serra da Estrela é o elemento de união desta candidatura em prol da sua qualificação e de uma imagem que a valorize e e seja capaz de no futuro atrair mais investimento, mais gente, e tornar este espaço de grande valor natural num polo de atratividade”. A candidatura “é assumida como um projeto integrador e os benefícios que possamos vir a ter com a classificação de Geopark Mundial da Unesco irão repercutir-se em todos os territórios e também em todas as iniciativas e projetos que estão em curso e que só poderão sair mais valorizadas, mais fortes e mais integradas”.

Também o vice-preside da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, em jeito de conclusão desta primeira reunião descentralizada, explica que “esta reunião fica marcada pela necessidade de articulação com outros parceiros, evitando sobreposições mas gerando complementaridades; marca o compromisso da entrega da candidatura em outubro; marca um plano de atividades ambicioso; marca a necessidade de fazer convergir os vários parceiros que estão no território; e marca o momento em que se vai constituir um grande acervo de informação sobre a história e as vivências da Serra da Estrela”.

Para José Francisco Rolo, os nove municípios envolvidos “vão ter uma marca distintiva reconhecida pela Unesco a nível global e este território vai ser projetado e ganhar uma marca mundial”, ao classificar “um património natural” que trará notoriedade e reconhecimento exterior. O que será, certamente, capitalizado a favor do desenvolvimento do território nas suas diferentes vertentes, sem descurar o “compromisso de preservar e conservar este recurso, seja os seus espaços naturais, as áreas protegidas mas também as aldeias, enquanto com vida, com as memórias”.