Montaria ao Javali rende seis animais em Cabanas de Viriato

Seis javalis abatidos, entre os quais um navalheiro, foi o resultado, deveras positivo, da primeira montaria da nova época cinegética do Clube de Caça e Pesca de Cabanas de Viriato, levada a efeito no domingo, 08 de Janeiro.

A logística de concentração, taco e almoço decorreu novamente em Laceiras, no típico restaurante Petz Bar, onde os 96 monteiros participantes na montaria, de diversos pontos do país, voltaram a ter uma recepção exemplar e lhes foi servida uma apreciável e abundante gastronomia.

Passava das 11h00 quando os caçadores, depois do taco e de ouvirem as recomendações do director da montaria, João Pessoa, de Coimbra, partiram para a mancha, situada no lugar da Boiça, entre Beijós e Cabanas de Viriato, e fiscalizada por uma brigada do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, de Santa Comba Dão.

Seis matilhas bateram a mancha, num total de mais de centena e meia de cães, pertencentes aos matilheiros Pedro Brinca, de Nagosela (Santa Comba Dão), Alfredo Loureiro, de Casas Novas (São João de Areias), Armando e Inácio, de Vila Ruiva (Nelas), e Rei do Gado, de Nabais (Gouveia).

Além dos animais abatidos, outros foram avistados na mancha, que conseguiram escapar à pontaria dos monteiros. Às 16h00 foi dada ordem de levantamento das 96 portas, iniciando-se então o regresso ao restaurante para a habitual confraternização gastronómica.

Para uma zona de caça municipal, correu muito bem, sabendo-se que é muito mais difícil gerir uma montaria numa zona essencialmente municipal do que numa zona turística”, disse o presidente da direcção do clube, Gonçalo Coimbras, de Canas de Senhorim, a esta reportagem. Esclareceu que nas zonas municipais nunca há a certeza de aparecer animais na mancha, enquanto que nas zonas turísticas são lá colocados, de propósito, para garantir caça aos monteiros, além de que as inscrições têm preço muito mais elevado do que nas montarias em zonas de caça municipal. Acrescentou: “Em montarias como as nossas, o essencial é o convívio. Por isso, temos o cuidado de escolher restaurantes que garantam bom serviço, que deixe vontade de voltar aos monteiros que se deslocam de longe. Não é por acaso que continuamos a preferir este restaurante das Laceiras!”.

Referiu ainda o presidente da direcção do clube que mais caçadores quiseram inscrever-se, mas foram recusadas cerca de 20 inscrições, não tendo o restaurante capacidade para mais gente e não estando o salão da associação recreativa local, opção do ano passado, disponível para o convívio gastronómico, decorrendo ali à mesma hora um espectáculo de teatro.

Foi de topo! Bom trabalho, boa organização e excelente confraternização!”, afirmou por sua vez o director da montaria. João Pessoa salientou ainda o comportamento dos monteiros na mancha e o cumprimento das regras, assim como o abate de um navalheiro.

Um dos animais abatidos foi sorteado através de rifas vendidas durante o convívio e os restantes foram leiloados, permitindo ao clube colher um acréscimo de receita para suportar as despesas que a organização da montaria envolveu.

Lino Dias

Farol da Nossa Terra

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