Amnistia Internacional traz a Viseu Luaty Beirão

Debate:” Liberdade de Expressão”, com a presença e o testemunho dos ativistas Luaty Beirão e Marcos Mavungo, vai realizar-se no próximo sábado, dia 14 de Janeiro, pelas 21h30, no Salão Nobre da Associação Comercial do Distrito de Viseu – Rua da Paz, N.º 7.

Participam ainda neste debate, Pedro Neto (Director Executivo da Amnistia Internacional de Portugal), Carla Marcelino Gomes (Coordenadora de Projetos e investigadora no Centro de Direitos Humanos, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra ) e João Luís Oliva (um dos fundadores do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) da Universidade de Coimbra, onde foi docente, até 2005 – na área de História das Ideias e da Cultura -, no Gabinete de Relações Internacionais da respectiva Faculdade de Letras).

Na luta pelos direitos humanos todos somos poucos!
Junte-se a nós neste debate!

O debate “LIBERDADE DE EXPRESSÂO” é organizado pela Amnistia Internacional-Núcleo de Viseu em parceria com a Pausa Possível (Jardins Efémeros) e conta com a participação de:

LUATY BEIRÃO
É um conhecido rapper e ativista luso-angolano que foi detido em Junho de 2015 com outros ativistas, durante uma sessão de leitura e discussão da obra “Ferramentas para destruir o ditador e evitar nova ditadura – Filosofia política da Libertação de Angola”, de Domingos da Cruz, também ele detido. Em conjunto com os restantes ativistas, seria formalmente acusado em Setembro de 2015 de preparar uma rebelião e um atentado contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos. Pouco depois da sua detenção, deu início a uma greve de fome contra uma série de ilegalidades que foram cometidas no âmbito do processo movido contra ele, greve que durou 36 dias. Em Março de 2016 foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão, tendo sido libertado a 29 de Junho de 2016, após decisão do Tribunal Supremo.

MARCOS MAVUNGO
É um ativista angolano, membro da organização Mpalabanda Associação Cívica de Cabinda – organização de Direitos Humanos a actuar em Cabinda, banida pelo Governo em 2006. Foi detido em Março de 2015, depois de, em conjunto com Arão Bula Tempo (também ele detido e libertado em Julho de 2016), ter convocado uma manifestação pelos Direitos Humanos em Cabinda. Acusado de rebelião, foi condenado a 6 anos de prisão em Setembro de 2015 e libertado em Maio de 2016, após decisão do Tribunal Supremo.

PEDRO NETO
É o director-executivo da Amnistia Internacional de Portugal.
Foi presidente da organização não-governamental para o desenvolvimento (ONGD) Orbis – Cooperação e Desenvolvimento, em Aveiro, em que realizou vários projectos nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e no Brasil. Desde 2004, desenvolveu várias missões de voluntariado no interior de Angola, num campo de refugiados do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e posteriormente em Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, na Amazónia e em Marrocos. Licenciado em História, fez pós-graduações em Ciências da Educação, em Ciências Religiosas e em Direitos Humanos, sendo mestre em Gestão e Administração Pública. É doutorando em Políticas Públicas.

CARLA MARCELINO GOMES
É Coordenadora de Projetos e Investigadora no Centro de Direitos Humanos (CDH), da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde trabalha desde setembro de 2001. Doutorada em “Política Internacional e Resolução de Conflitos”, na Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, especialização nas áreas da justiça de transição e das crianças-soldado. Detém o European Master‟s Degree in Human Rights and Democratisation (2001), especialização em Direitos da Criança. Licenciada em Direito (1996) pela Universidade de Coimbra. Codirectora executiva do Curso em Operações de Paz e Ação Humanitária. Integra o corpo docente da Pós-graduação em Direitos Humanos, no CDH, desde 2002. Tem várias publicações nas áreas da sua especialização. Participa em missões de reconstrução pós-conflito e de desenvolvimento, particularmente, em matérias de construção institucional, redação legislativa e didática, bem como formação, em colaboração com entidades governamentais, ONU e ONG.

JOÃO LUÍS OLIVA
Um dos fundadores do Centro de Estudos Interdisciplinares do Sécula XX (CEIS20) da Universidade de Coimbra, onde foi docente, até 2005 – na área de História das Ideias e da Cultura-, no Gabinete de Relações Internacionais da respectiva Faculdade de Letras.

Na luta pelos direitos humanos todos somos poucos.
No nosso país, lutámos pela liberdade e aprendemos todos os dias a valorizá-la e a preservá-la como um valor fundamental. Sabemos que os mais jovens deverão ter uma sólida formação em matéria de direitos humanos, tomando conhecimento da nossa realidade e da de outros países, onde os mais graves atentados são ainda cometidos. Ora, se a aprendizagem se fizer através dos que a combatem corajosamente, dos que, pela sua perseverança, são um exemplo a seguir, a dimensão pedagógica sairá naturalmente reforçada. E Luaty é um exemplo de uma certa “pedagogia da coragem” (Daniel Oliveira, Público).
As acções de luta que se sucederam pela defesa da LIBERDADE, que pressionaram como nunca antes a opinião pública internacional, constituirá um ponto de partida para este encontro.

CONTAMOS CONSIGO!

“Sou eu mais livre, então
na solidão do meu degredo,
do que tu que vives preso
à escravidão do medo.”
Luaty Beirão
(in Livro “Sou eu mais livre, então”, Edições Tinta da China – Disponível para venda nesta iniciativa)

APOIOS:
– Associação Comercial do Distrito de Viseu
– Celeuma