CDS/PP Nelas acusa o presidente da Câmara de gastar o IMI “em festas e tendas” em vez de “amortizar empréstimos”

Em comunicado que fez chegar à nossa redação, o presidente da Comissão Política Concelhia do CDS/PP de Nelas, António Roque, fala de um “embuste” do atual executivo em torno da descida da taxa de IMI, criticando Borges da Silva por não querer usar “os quatro milhões de euros a mais que recebeu deste imposto, na liquidação de empréstimos”

Nos termos da Lei, a nossa Câmara Municipal, quando outorgou o contrato do PAEL, foi obrigada a manter  as taxas no seu limite máximo, designadamente a do IMI.

Alguns executivos de outras câmaras municipais, em 2013, logo após a sua tomada de posse, também nos termos da Lei, solicitaram as entidades competentes a renegociação dos contratos do PAEL.

O presidente da Câmara Municipal de Nelas, só o fez em 2016, para entrar em vigor em 2017, ano eleitoral.

Além disto, pede, em simultâneo, a aprovação de um empréstimo de 1.500.000 €, para baixar o IMI, não lembraria “nem a um cabo de esquadra”, querer baixar o IMI e endividando a câmara com um empréstimo, uma jogada que só por ele foi lembrada.

O CDS/PP, nesta matéria, afastou-se da coligação PPD/PSD- CDS/PP e, sozinho, tentou seguir o caminho das outras autarquias, por várias vezes solicitou nas reuniões de câmara que o presidente renegociasse junto do governo o contrato do PAEL.

Só que, Borges da Silva, simplesmente fez “ouvidos moucos”.

Preferindo o embuste em 2016,por não querer a baixa daquele imposto.  Pois que, desde outubro de 2013 a dezembro de 2016, recebeu a mais de IMI em relação a 2012, QUATRO MILHÕES DE EUROS, para gastos em festarolas e aluger de tendas por apenas dois ou três dias, como aconteceu com aquela que foi montada na velha estrada de Carvalhal Redondo e ultimamente na Praça do Município.

Acrescentando a tudo isto, a chicana política, de fazer passar pelas populações que o IMI não baixava por causa do anterior executivo.

Em 16 de setembro de 2015, foi-lhe proposto pelo vereador do CDS/PP, afastando-se mais uma vez do PSD, a entrada em vigor do IMI Familiar, sendo objetivo desta medida uma redução para as famílias na ordem dos 20%.

Tal medida não necessitava de qualquer autorização governamental, apenas e tão só deliberação da Assembleia Municipal,considerando que a taxa se manteria no máximo, apenas havendo uma redução no valor tributável a pagar pelas  famílias.

Lamentavelmente, Borges da Silva, não aceitou qualquer recomendação nesta matéria, apenas usando as inverdades, para manter este valor de receitas, que lhe permite continuar na senda das suas festas e festarolas.

Poderia ter optado o presidente da câmara, com o aumento substancial da receita do IMI, ter liquidado os empréstimos, como recentemente o fizeram outras autarquias, rasgando os contratos como ele prometeu em eleições. Não! Não é essa a sua poliÍtica, bem demonstrada, quando de propõe apenas liquidar em 2017, 38.000,00€ do empréstimo do PAEL

Quem quer tantas diversões, não poderá cumprir com as obrigações.

Nelas, 5 de janeiro de 2017

O Presidente da CPC do CDS/PP

António Roque