“O Impacto da Inteligência Artificial na Sociedade – Que futuro com o IBM Watson” discutiu o futuro da economia digital

Mais de uma centena de estudantes e personalidades da vida política, económica, científica e académica reuniram-se ontem no Instituto Politécnico de Viseu (IPV), para a sessão “O Impacto da Inteligência Artificial na Sociedade – Que futuro com o IBM Watson”, onde se procurou debater e refletir sobre os desafios e as oportunidades da nova Era Cognitiva e da transformação digital e o seu impacto nas nossas empresas, no meio académico e na sociedade.

Neste mundo cada vez mais digital em que a Inteligência Artificial assume maior relevância, estando incorporada nos mais diversos processos e sistemas, e em que cidadãos, empresas e consumidores têm expetativas cada vez mais elevadas, todos os setores da sociedade e da economia têm de pensar o futuro e criar ideias inovadoras e ousadas para uma melhor gestão dos recursos disponíveis, melhorando a qualidade de vida das nossas comunidades.

Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, reforçou, neste sentido, que é “necessário que os estudantes tenham consciência que o futuro está no conhecimento e na capacidade de procurar novos horizontes”, acrescentando: “É fundamental formar estudantes com espírito crítico, com a cultura de desafiar o futuro e com o fim de promover a inovação”.

Para a IBM,  “o futuro passa pela computação cognitiva, em que os sistemas não são programados: eles compreendem, raciocinam e aprendem. Ou seja, têm a capacidade de formular hipóteses e dar respostas com um elevado nível de confiança, sendo sistemas que escalam a inteligência, o conhecimento e a experiência humana, em vez dos que tentam apenas replicá-los. Poderemos chamar-lhe inteligência artificial, mas a IBM prefere falar de ‘inteligência aumentada’ e tem no IBM Watson o expoente máximo desta nova Era Cognitiva”, como comentou António Raposo de Lima, Presidente da IBM Portugal.

“O IBM Watson é um exemplo claro da aposta da Companhia em I&D e do que de melhor se tem criado nos laboratórios da IBM Research”, adiantou ainda o Presidente da IBM Portugal. “Os sistemas cognitivos irão sem dúvida mudar o mundo da tecnologia, mas também a capacidade de transformar as empresas, a economia, as profissões e a sociedade em que vivemos”.

As capacidades analíticas e únicas do IBM Watson estão a potenciar uma mudança sem precedentes em todas as indústrias, designadamente na Saúde, no Retalho, na Educação e na Banca. Desde logo, no apoio ao diagnóstico e a encontrar os tratamentos mais eficazes na luta contra o cancro, ou numa maior personalização do ensino, de acordo com as capacidades e necessidades de cada aluno, ou ainda numa gestão mais eficaz das nossas cidades e dos recursos disponíveis, nomeadamente na poupança de água e energia.

Muito se tem questionado sobre a inevitabilidade de a Inteligência Artificial vir a acabar com algumas profissões, sobretudo nas áreas mais mecanizadas. Para o keynote da conferência, o investigador dos Laboratórios da IBM Research em Zurique, Costas Bekas: “Estes novos sistemas não chegaram para substituir as pessoas, mas sim para as libertar de algumas funções, dando-lhes tempo e espaço para desenvolverem as suas reais competências”.

Este foi também um dos temas abordados no painel de debate que abordou o Impacto da Inteligência Artificial na Sociedade. Moderado por António Pires dos Santos, Diretor de Soluções Cognitivas da IBM Portugal, contou com a participação de António Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Goreti Marreiros, Vice-Presidente da Associação Portuguesa Para a Inteligência Artificial, João Freitas, CTO da DefinedCrowd Corporation, e Jorge Sousa, Administrador da Visabeira Global.

Esta sessão foi promovida pela IBM em Viseu no âmbito da inauguração do novo Centro de Inovação Tecnológica do Grupo IBM na cidade, no passado dia 8 de novembro, numa parceria com a Câmara Municipal e do Instituto Politécnico, e muito vocacionado para as novas áreas tecnológicas e das smarter cities. Desta feita, inaugurou-se o Campus Softinsa, dedicado à formação dos recursos a serem incorporados no novo centro, e que está localizado no Instituto Politécnico de Viseu.

“O novo centro de inovação da IBM/Softinsa em Viseu é um exemplo eloquente de um triângulo virtuoso que junta uma empresa tecnológica de referência, uma âncora de investigação e formação e um território que é um farol no Interior. Este centro será um fator de inteligência, emprego e riqueza em Viseu, cidade e região, em áreas de grande futuro, como as soluções de Cloud e de Smart Cities. Viseu conquistou um selo poderoso na sua atratividade”, referiu o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques.

“A inauguração da unidade da Softinsa/IBM no Campus do Instituto Politécnico de Viseu, pelo Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que complementa o novo centro de competências da IBM, recentemente inaugurado pelo Senhor Presidente da República, assinala um momento muito importante para a comunidade académica do IPV. Como será naturalmente para a IBM, pelo facto de ter acesso ao sistema científico do Instituto e à possibilidade de recrutamento de recursos humanos qualificados por nós formados, e certamente também para o município de Viseu, que vê reconhecida a atratividade do seu concelho numa cidade conhecida pela sua qualidade de vida”, reforçou também o Presidente do Instituto Politécnico, Fernando Sebastião. “Destaco a relevância desta parceria com a IBM e a CMV para o IPV, que vem reforçar a nossa ligação com a sociedade e o tecido empresarial”.

O mesmo sublinha ainda o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. “Esta ligação entre atores económicos, as autarquias e as instituições de ensino são fundamentais. A parceria entre a IBM e o IPV é um exemplo claro de sucesso que necessita ser replicado”, concluiu.