Governo PS: um estrondoso falhanço

Conhecidas que são as medidas do orçamento do estado para 2017, verifica-se que a “vaca voadora” do PS é simplesmente um disfarce, pois esta não voa, realmente nem sequer anda, no mínimo arrasta-se. E quem o diz são os factos, pois são estes que provam que o modelo que a esquerda “vendeu” aos Portugueses, não traz senão fragilidades ao nosso futuro.

A concentração da área educativa na estrutura do estado, destruindo de forma abrupta e com total desrespeito pela história das instituições privadas de educação, não se irá traduzir em menor custos para o estado, mas irá retirar certamente o equilíbrio da competitividade do setor privado e público. Este sentido de competitividade é essencial neste como em qualquer sector, primordial para garantir que o mérito de bem fazer, neste caso de bem ensinar, não fique amorfo ou refém de grupos de interesses.

E qual a estratégia ou a política de criação de emprego que este governo teve até agora? Conhecem-na? Talvez seja a limitação dos estágios profissionais de 9 para 6 meses! A verdade é que não há. Existe sim, é uma movimentação na salvaguarda do “emprego” associados a grandes empresas públicas, em detrimento de incentivos a criação de “trabalho” produtivo e exportador que estava em franco desenvolvimento no setor privado. O resultado é uma queda no ritmo de crescimento das exportações.

E no setor da saúde, estamos melhor? As listas de espera, diminuíram? Já há um maior número de médicos no interior do país? Abriram-se mais serviços? Está o setor mais eficiente? A resposta é não, não, não… Bem pelo contrário, foi suprida a Linha saúde 24 e pasme-se, houve agravamento da dívida total dos hospitais em 15,5% e os pagamentos em atraso a fornecedores externos dispararam em 33%.

Mas sendo este um governo de esquerda, é certamente nas políticas sociais que teve o seu sucesso. Dirão os mais incautos e distraídos. Pois certamente não repararam que, mais de 42 mil crianças perderam direito ao abono de família e que foi tirada a isenção do IUC acima de 200 euros a pessoas com deficiência.

Mas o elemento fulcral era o crescimento com base numa estratégia de aumento do consumo interno, o qual iria suportar o “virar da página da austeridade” e cumprir as metas de Bruxelas. As promessas eram de crescimento de 2,6%, mas realidade foi que a procura interna não crescia a um ritmo tão lento desde 2013, e o perfil de crescimento da economia defletiu rumo à estagnação.

Mas houve reposição de salários e aumento do poder de compra, retorquem os bloquistas e comunistas. Pois, certamente que houve, não tivesse sido ele ultrapassado pelos aumentos dos impostos do “virar da página da austeridade”. Só nos combustíveis, foi o maior aumento desde junho de 2000, quando o então governo de António Guterres se viu obrigado a deixar cair o preço tabelado. E “viraram a página” também com o não menos famoso “coeficiente de localização e operacionalidades relativas” do IMI, que foi taxar aquilo que era impensável, a exposição solar.

E reformas, aquelas que encaram de frente os problemas estruturais graves do país foram implementadas ou sequer pensadas ou discutidas por esta “geringonça”? O que foi feito pela Reforma da Segurança Social que permita a sua sustentabilidade? E o grave fenómeno de declínio demográfico que se acentua em Portugal, que medidas ou estratégias já foram tomadas?

Por mais que se desdobrem em imagens de que tudo vai bem, a verdade dos fatos negam e demonstram que a palavra dada não está a ser honrada. Este governo de maioria de esquerda tem novamente um modelo de progresso social e económico que é um estrondoso falhanço.

Isto não é ser pessimista, é ser realista, pois a semelhança com o passado recente é no mínimo, inquietante.

Daniel Marialva

Presidente da Comissão Política do PSD Nelas