Manuel Marques terá um Canense como número dois e revela que ainda é possível uma coligação com o PSD

O atual vereador do CDS/PP descarta contudo ser o número dois

É o reafirmar de uma candidatura já anunciada em Março de 2014, ou seja, poucos meses depois da tomada de posse do atual executivo PS, à frente dos destinos da autarquia. Depois deste primeiro anúncio, Manuel Marques tem amiúde confirmado a sua candidatura a presidente de Câmara, nas listas do CDS/PP. O ex Vice presidente de Isaura Pedro, deverá ter a atual deputada do PSD a disputar também o eleitorado tradicional de centro direita, o que poderá beneficiar a candidatura mais do que esperada de Borges da Silva. Instado pelo nosso jornal a levantar o véu sobre a motivação para esta candidatura e que nomes o vão acompanhar, o atual Vereador do CDS/PP adiantou-nos apenas que o número 2 na lista candidata à Câmara Municipal será de Canas de Senhorim, sem dar a conhecer o seu nome. “A motivação principal desta candidatura é o respeito pelas pessoas, o amor ao meu concelho, às nossas associações e a minha energia para defender os interesses das populações, como já aconteceu no passado recente em que nunca, repito nunca, virei as costas ao Povo”, avançou ao nosso jornal, isto na linha do que tem combatido durante este mandato na oposição ao executivo PS “quero acabar com muita propaganda enganosa do atual executivo, enquanto os meus concidadãos e concidadãs não sentirem uma melhoria financeira das suas vidas, como a diminuição dos impostos e a redução da fatura da água”.

Instado a comentar a possibilidade de ainda poder haver uma coligação com o PSD,explicou que “ainda está a ser discutida a hipótese, segundo sei, a nível nacional,mas eu já informei os responsáveis nacionais do CDS que jamais seria o número dois da eventual coligação, dado que só eu e a minha família soubemos o quanto eu e eles sofremos durante os oito anos da coligação. Pela minha família e pelos amigos mais chegados, estou liminarmente proibido de ser o número dois da coligação”. Sobre esse sofrimento, perante o nosso questionamento, apenas frisou que se deveu a o facto de durante oito anos ter estado “a combater coisas que eu e o CDS discordávamos”. “Havia um acordo entre mim e a Presidente da Câmara de então, para eu ser o seu sucessor em 2017, mantendo-se ela para o efeito como Presidente da CPC do PSD de Nelas – com a derrota de 2013 e com o abandono da política por parte de Isaura Pedro, tudo se alterou. Digamos que isto seria uma troca compensatória relativa a 2005, quando o CDS levou ao poder o PSD (há muito perdido), pois em 2005 a coligação ganhou as eleições por 115 votos, quando o CDS/PP em 2001, teve quase 1 300 votos”,fez saber, justificando a candidatura “com a estratégia do PSD, ao não ter assumido a oposição a Borges da Silva, cabendo-me apenas a mim essa tarefa, deixando os nossos apoiantes de 2013 órfãos”.”Sinto-me orgulhoso por isso, o que levou mesmo vereadores do PS a irem pelo mesmo caminho”, afirma, rematando : “não acredito que seja verdade a candidatura de Isaura Pedro, mesmo forçada a sê-lo, dado que a conheço desde o banco da escola e na política sempre estivemos do mesmo lado da barricada, quer no Partido Socialista, quer na coligação PSD/CDS”.