“Canas 44”. Novo espetáculo da Companhia Amarelo Silvestre integra o ciclo “”Portugal em vias de extinção”

“Canas 44” será dirigido por Víctor Hugo Pontes e interpretado por Leonor Keil e Rafaela Santos; e será  uma co-produção com o Teatro Nacional D. Maria II, no âmbito de um ciclo denominado “Portugal em vias de extinção” – a decorrer em Lisboa no primeiro trimestre de 2018.

O espectáculo terá como metáfora de reflexão artística a própria biografia das intérpretes para, a partir das suas vivências enquanto cidadãs-artistas-mães-mulheres a viver em Canas de Senhorim e com 44 anos de idade (em 2017), potenciar a reflexão maior acerca do país em que vivemos e em que viveremos nos próximos anos. O “Portugal em vias de extinção” que país será e quem seremos nós os cidadãos desse país?

A propósito do “Canas 44” estamos a desenhar um modelo de dramaturgia paralelo à própria dramaturgia do espectáculo. Em relação estreita com os Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim e de Nelas (2 turmas do 10.º ano) e com duas IPSS das mesmas localidades (2 grupos da comunidade idosa do Centro de Dia e do Lar de Idosos), o que temos em mente é criar dramaturgia que reflicta sobre a questão “Portugal em vias de extinção”, colocando em perspectiva e em diálogo os olhares e os corpos jovens e velhos. Como é que o conflito se desenrola a partir dessa relação? Que diálogo se estabelece? Que esperança se vislumbra? Vislumbra-se alguma esperança? Ou aproxima-se o fim, a ruína, o silêncio? A esperança é coisa boa? O fim, a ruína, o silêncio, são coisas ruins? Quem já tem mais Passado que Futuro o que pode dizer a quem tem mais Futuro que Passado? E em resposta o que se ouvirá? Qual é o Presente destes dois grupos? Resultará daqui diálogo. Não necessariamente um texto de teatro. Resultará daqui diálogo.