Protocolo com a ENDESA é o primeiro desafio depois da retirada de competências a Borges da Silva

O valor das obras a realizar, como compensação pelo cancelamento do projeto hidroelétrico de Girabolhos, ascende a pelo menos 1,5 milhões de euros

Borges da Silva, na sequência da não ratificação do protocolo que celebrou com a Endesa, com o objetivo de se desbloquear rapidamente a situação, porque como revelou “está previsto que a Endesa inicie as obras em Setembro próximo e as conclua no prazo de um ano”, solicitou a todos os Vereadores, contributos e propostas para ser discutido e eventualmente redefinido o conjunto de obras, ou seja, o anexo ao protocolo, até amanhã, 3 de Agosto.

Os Vereadores que votaram contra foram Adelino Amaral, Alexandre Borges, Rita Neves e Manuel Marques, acusando o Presidente da Câmara, de os tentar “coagir”.

Este será o primeiro grande teste ao novo modelo de gestão da Câmara de Nelas. A discussão, negociação e aproximação de posições terá que existir, para se chegar a um acordo, pois como se verificou na última reunião, as posições são díspares: se por um lado o Vereador Adelino Amaral (PS), natural de Senhorim,reclama a totalidade, ou quase totalidade das obras em Senhorim, propondo a construção de um grande equipamento social, isto devido “à profunda discriminação negativa que a Freguesia tem registado nas últimas décadas”, Manuel Marques (CDS/PP), que reside em Vila Ruiva, e na presença de vários cidadãos da freguesia, fez saber que Borges da Silva, mais uma vez “mentiu ao dizer que a Freguesia de Senhorim absorve 46% dos 1,5 milhões de euros – rotundamente falso, pois adicionou o valor de 241.237,44€, para dar os tais 46%, correspondendo à ligação da EN 231 (estrada de Seia – Caldas da Felgueira), como sendo território da freguesia de Senhorim”. Marques defende que haja uma distribuição mais justa e equitativa pelas diversas Freguesias do concelho, pois enfatizou que ” resulta deste anexo ao protocolo,que algumas populações não beneficiam de um cêntimo desta indemnização, designadamente: Vilar Seco, Carvalhal Redondo, Nelas e Canas de Senhorim”.

Manuel Marques, Alexandre Borges e Adelino Amaral, ainda chamaram a atenção para a presença de alguns destes investimentos em candidaturas ao POSEUR, o que fere de eventual “ilegalidade” a mesma. Borges da Silva argumentou que “as candidaturas comunitárias podem ser reajustadas e as verbas flexibilizadas para outros investimentos”.

Este portal utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização Saiba mais sobre privacidade e cookies