Grupo de militantes históricos do PS pede “demissão imediata” de Adelino Amaral

Jorge Armando (militante mais antigo do PS Nelas), António Borges, João Miguel Neves, Francisco Cardoso,António Sousa,Aires dos Santos, Rui Barros e muitos outros militantes e simpatizantes do PS (como Jorge Branquinho), representando “pelo menos os 44 militantes” que solicitaram um plenário ao presidente da Comissão Política, Adelino Amaral, convocaram hoje, na sede do partido, uma Conferência de Imprensa, tendo sido caústicos em relação à liderança do também Vereador do PS : “Não cumprindo as determinações da Direção Nacional e da Federação Distrital, não lhe resta outra alternativa senão demitir-se”. Se tal não acontecer “há mecanismos para o partido mudar de rumo rapidamente”, avisam, criticando também duramente a retirada da delegação de competências ao Presidente da Câmara de Nelas.

Este grupo ainda lança duras críticas à forma como Adelino Amaral tem conduzido o partido, comparando-o ao período do PREC. “Há muito tempo que o Presidente da CPC nem sequer define ordem de trabalhos antes das reuniões – só no local e dependendo de quem compareça,de acordo com as suas conveniências, decide os temas a discutir e votar”, acusa António Sousa. “Queremos ter voz no partido e o Presidente da CPC não nos quer deixar”, dizia outro militante.

Este conjunto de militantes abriu assim o livro sobre a forma no mínimo “obscura” como Amaral tem conduzido o PS em Nelas, não defendendo os interesses dos socialistas,dando o seu apoio total à recandidatura de Borges da Silva.

COMUNICADO entregue à Comunicação Social : 

Na sequência das tomadas de posição recentes de dois vereadores do PS da Câmara Municipal, particularmente:

-Na retirada de competências da Câmara delegadas no seu Presidente;

-Na recusa da lista de obras das contrapartidas da Endesa pela não construção da Barragem de Girabolhos, para a qual mandataram o Presidente e

-Na recusa do Presidente da Comissão Política Concelhia da convocatória em tempo útil de uma Assembleia Geral de Militantes, um grupo de militantes do PS de Nelas, nos quais se incluem vários autarcas eleitos nas listas do PS, descontentes com o rumo político seguido por esses responsáveis, vêm manifestar publicamente o seguinte:

  • Reconhecer as qualidades de gestão do PS e do Presidente da Câmara no atual mandato cumprindo os compromissos assumidos, excedendo até, as expectativas criadas ao eleitorado;
  • Repudiar a conduta dos vereadores do PS Adelino Amaral e Alexandre Borges, que não pondo em causa a qualidade da referida gestão, se propõem numa coligação conjuntural com o Vereador do CDS e a Vereadora do PSD, impedir que tal trabalho prossiga e possa ser serenamente apreciado pelo eleitorado nas próximas eleições autárquicas;
  • Na certeza de que são a voz da grande maioria dos militantes e simpatizantes do PS de Nelas e correspondendo ao sentir da esmagadora maioria do povo do Concelho, não reconhecem aos referidos Vereadores legitimidade democrática para, por motivos meramente pessoais, violar o compromisso que assumiram perante o eleitorado, de serem solidários com a liderança do Presidente da Câmara de modo a cumprir o Programa Eleitoral que todos subscreveram e que teve a vitória em Setembro de 2013, derrubando o executivo do PSD/CDS que se encontrava no poder e que conduziu o Município a uma situação de calamidade, aliando-se agora de forma estranha em quem na altura combateram;
  • O isolamento de tais vereadores resulta da recusa manifestada pelo Vereador Adelino Amaral que, na qualidade de Presidente da Concelhia, que não convocou o plenário de militantes requerido por 44 militantes, de modo a esclarecer os militantes das posições que tem tomado às escondidas e no segredo de quase todos, indo mesmo contra todas as deliberações dos órgãos distritais e nacionais num completo desrespeito não só pelos Socialistas de Nelas, mas também por toda a Estrutura Distrital e Nacional do Partido Socialista.
  • A história do Partido Socialista de Nelas tem-se pautado sempre por um registo de abertura e dialogo, tolerância e respeito pela opinião de todos, mesmo que por vezes divergente, não comportando uma imagem de “revanchismo” pessoal nem políticas de terra queimada, que desde há dois meses aos invés de olearem a máquina ajudam a oposição a encravá-la prejudicando sobremaneira a imagem do PS que está muito para além de parte da Comissão Política e que tem em vista o melhor para o nosso CONCELHO

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