Queixa Crime contra o Presidente da Câmara de Nelas. Nota de Redação

O Jornal do Centro veiculou ontem notícia sobre a queixa crime que o Vereador Manuel Marques apresentou no Ministério Público, em que este acusa o Presidente da Câmara Municipal de Nelas, Borges da Silva,de alegadamente ter participado em “negócio ilegal e falsificado documentos”, num negócio de terrenos, assunto aliás abordado em reuniões de Câmara, sem que nessas ocasiões se tivesse entendido o seu detalhe, nem sequer de que alegados crimes estaria acusado o Presidente de Câmara. Antes desta notícia e por diversas vezes (conjuntamente com a alegada violação da Lei dos Compromissos, que Manuel Marques também tem acusado Borges da Silva), solicitámos a Manuel Marques esclarecimentos sobre estas matérias. O Vereador do CDS/PP, sempre nos justificou não prestar esclarecimentos sobre as mesmas, de forma coerente, aliás, como fez no processo dos Postos de Abastecimento de Combustíveis, por respeitar o “segredo de justiça”. “À justiça o que é da justiça, à política o que é da política”, sempre nos respondeu. Pela falta de acesso à informação e por não termos ainda entendido todo o detalhe da acusação, como aconteceu no Processo dos Postos de Abastecimento, em que tivemos acesso ao despacho de acusação do Ministério Público, resta-nos aguardar por eventuais desenvolvimentos ou acesso à queixa crime, pois a receção na caixa de correio de escrituras, como aconteceu com o Vereador Adelino Amaral (referido em reunião de Câmara), não será para nós suficiente (embora nem esse “privilégio” tenhamos tido). Resta acrescentar que o Ministério Público irá proceder a uma investigação, decidindo posteriormente se vai avançar ou não para Tribunal com uma acusação pelos alegados crimes que terão sido cometidos pelo Presidente da Câmara de Nelas. Esta nossa posição é assim coerente com o que assumimos no processo dos Postos de Abastecimento de Combustíveis.

Esta justificação, e num momento particularmente explosivo da política local, serve apenas para justificar aos nossos leitores o porquê da não abordagem, não fomentando outro tipo de leituras, certamente enviezadas, pois mantemos a nossa coerência e frisamos que o tema da notícia veiculada pelo Jornal do Centro (queixas crime sobre autarcas) é obviamente, na nossa opinião, de todo o interesse público.

José Miguel Silva

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