Reunião de Câmara de hoje foi suspensa

Presidente da Câmara colocou um ponto final na reunião, antes do seu términus, alegando “interrupções permanentes” ao prosseguimento dos trabalhos por parte do Vereador Manuel Marques, que rejeita o argumento afirmando que “o Sr. Presidente é que ocupa a maior parte do tempo e não me deixa terminar as intervenções”. 

Em mais uma reunião em que Borges da Silva esteve sob fogo cruzado – à sua direita é à sua esquerda, a crispação foi a nota dominante. Os Vereadores da oposição e os dois do seu próprio partido (Adelino Amaral e Alexandre Borges), continuam a contestar a forma como o Presidente da Câmara conduz as reuniões. Numa sessão em que foram discutidos temas como a negociação para a compra das antigas instalações da Nelcivil, pelo preço de 250 000€, para ali se instalar um polo tecnológico e centro de formação, a candidatura a apoios comunitários para a requalificação das Escolas Primárias de Vilar Seco, Carvalhal Redondo e Santar, o envio para as entidades governamentais da posição de dois autarcas de Moreira e Aguieira (Fernando Silvério e Jorge Paulo), corroborada pelo Presidente da Câmara e restantes Vereadores, na defesa da reposição das duas freguesias, e ainda atas de reuniões anteriores, em que quatro Vereadores (Manuel Marques, Rita Neves, Adelino Amaral e Alexandre Borges) condenaram com veemência a alegada censura feita pelo edil, chegando mesmo a votar contra uma delas, Borges da Silva acabou por suspender os trabalhos, marcando para amanhã, pelas 14h a sua continuação, justificando a decisão, ao abrigo da Lei, pelo “comportamento permanente de obstáculo à continuação dos trabalhos por parte do vereador Manuel Marques,com insultos diversos à mistura, como os de mentiroso”. Desde logo os referidos quatro Vereadores comunicaram a sua ausência amanhã, ou seja, não deverá existir quorum, não devendo ter lugar a reunião.

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