Nelas. Futuro imediato do concelho tem hoje um dia decisivo

A reunião de Câmara extraordinária, marcada para hoje pelas 10h, será uma das mais importantes deste mandato. Com a possível retirada de delegação de competências a pairar no ar, Borges da Silva avança com um pacote de propostas decisivas para o futuro imediato do concelho, onde se incluem um empréstimo de 1,5 milhões de euros, essencial para se poder baixar o IMI para 0,375% e para se executar um pacote de obras, em todas as freguesias, em 2016 e 2017, com base nas propostas que irá submeter ao órgão, como adiantou ao nosso jornal.

O empréstimo pretende financiar, como já avançámos, a parte não comparticipada da ETAR III de Nelas e sistema intersetor, beneficiando do regime de exceção que o governo criou, em que financiamentos relacionados com candidaturas a fundos comunitários não entram no cálculo do limite do endividamento. Borges da Silva pretende assim libertar este encargo do orçamento municipal, para avançar com um pacote de obras em todas as freguesias do concelho, em 2016 e 2017. O autarca de Nelas, adiantou ao nosso jornal que estas obras foram “consensualizadas com os executivos das juntas de freguesia, em reunião no passado dia 1 de Junho”.Estão também identificados outros investimentos, já pensados para serem iniciados no próximo mandato, 2018/2022, e a lógica dos investimentos por freguesia e por localidade não obedeceu a qualquer distribuição de FEF ou outro critério, mas apenas às obras e investimentos mais urgentes e aqueles que o PT 2020 potencia através das candidaturas que temos vindo a fazer e continuaremos a fazer, sendo certo que essa distribuição será sempre ajustada no futuro, em face dessa realidade e das oportunidades de investimento”. O edil de Nelas contudo adverte que “só poderemos avançar com essas obras em todas as freguesias, se o empréstimo de 1,5 milhões for aprovado”.  “Esta proposta de financiamento parece-me perfeitamente razoável e cabe dentro da sustentabilidade orçamental do município, tendo em conta a redução da dívida de mais de 4 milhões de euros que conseguimos até agora”, defende, alertando que “a sua não viabilização, impedirá a realização dos investimentos previstos na revisão do plano de ajustamento financeiro, o concurso a fundos comunitários e a baixa do IMI para 0,375%”.

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