DIARCON centra-se na sustentabilidade do planeta

A criação da DIARCON, teve como base a necessidade de voltar às raízes, de reorientar o meu projeto de vida. Após 11 anos de formação académica e profissional na capital, no ano 2000 cheguei a um ponto em que precisava de fazer uma mudança profissional. Foi nessa altura que para além de ponderar o que queria fazer, senti que já tinha a minha quarta-parte de urbanidade e que faria mais sentido do ponto de vista da qualidade de vida, pelo menos dos fatores que eu mais valorizo, voltar a Nelas. Passados 16 anos e com dois Nelenses gerados, sinto profundamente que é uma aposta ganha. O sentimento de integração, o afeto e as cumplicidades que esta comunidade transmite, é completamente díspar das condições de um centro urbano, onde estes sentimentos são esmorecidos ou por vezes inexistentes.

Obviamente que não estar num grande centro urbano, trás consigo condicionalismos, nomeadamente, em número de oportunidades profissionais, de formação ao longo da vida e em certos casos, única possibilidade de atingir carreiras de topo.

No entanto, fruto das novas tecnologias de informação, das boas vias de comunicação e obviamente com uma atitude de trabalho e esforço, é possível limitar ou mesmo superar estes condicionalismos, criando projetos competitivos e de valor acrescentado.

E é exatamente esta a base e a filosofia que eu tomo no desenvolvimento da minha atividade, pois mais importante do que, onde estamos, é que competências temos e que qualidade de serviços prestamos.

A atividade de projeto e consultoria, foi quase sempre uma atividade dominada pelos grandes gabinetes de Lisboa e Porto, no entanto o paradigma destes serviços está tendencialmente a evoluir para estruturas mais leves e mais dispersas do ponto de vista geográfico.

Por exemplo, uma das áreas de serviço da DIARCON, a de Certificação Energética de edifícios, foi legislada tendo por base a credenciação de Peritos Qualificados, que exercem a atividade de forma liberal.

Mas também na área de projeto e consultoria, as novas ferramentas tecnologias e os formatos em que as mesmas são entregues, permitem limitar em muito a necessidade de estruturas pesadas, exemplo disso é a cada vez mais decorrente troca do suporte físico em papel, por suportes unicamente digitais.

Acredito, porque vivo a experiência disso, que hoje mais do que nunca, é possível criar projetos aqui, que tem a mesma capacidade competitiva do que noutro qualquer ponto do país. A título de exemplo a DIARCON, nestes 16 anos conseguiu um leque de clientes e projetos que demonstram isso mesmo. Já executamos projetos de algumas das principais cadeias de Hipermercados (Grupo Mosqueteiros, LIDL; Continente; Aldi; Pingo Doce), estamos a executar os projetos para o Grupo Ibersol (Burger King; Pizza-Hut; KFC; Pans&Conpany). Temos projetos em diversas tipologias de atividades espalhas pelo país, são exemplo disso o Centro Escolar da Amadora, a Unidades de Cuidados Continuados de Sernancelhe, um Hotel em Odemira, ou o Hospital Casa de Saúde São Mateus, entre muitos outros.

Eu acredito que caso se implementem medidas de política local, no intuito de facilitar e fomentar a criação de novos projetos, aos nossos jovens ou menos jovens, com as suas competências, terão tanto ou mais potencial de sucesso, do que um qualquer projeto similar em Lisboa ou Porto.

Existe a meu ver um manancial de novas oportunidades para o interior que não devem ser desperdiçadas, assim as queiram aproveitar.

Para além disso, o desenvolvimento de pequenas empresas de serviço em áreas tecnológicas, permitem reforçar e dar mais equilíbrio à economia local, pois dão maior diversidade ao tecido económico, o qual por vezes está demasiado dependente da indústria da mão de obra massiva e de baixa qualificação. Sabendo-se também que as áreas tecnológicas, tem mais preponderância na forma como as sociedades evoluem.

No caso da DIARCON, esta está ligada à temática da Eficiência Energética, que tem na sua essência o plano de ação política da união europeia contra as alterações climáticas, no âmbito das metas denominadas 20-20-20 a atingir até 2020 (20% de redução das emissões de gases com efeito estufa; 20% de quota de energia proveniente de fontes renováveis; 20% de redução de consumo de energias primárias). No entanto a parte mais visível destas políticas, no que se refere ao público em geral, são as famosas “Classes Energética – A++, A+…”, com que nos confrontamos cada vez mais, nas escolhas em todos os equipamentos ou materiais, que tenham influência direta no consumo de energia.

Nesta área de negócio a DIARCON já efetuou diversas intervenções de estudos de reconversão de instalações mecânicas, onde o consumo de energia era excessivo, existindo casos onde o retorno de investimento foi inferior a 1 ano.

É uma área interessantíssima, focalizada na Sustentabilidade e com uma abrangência enorme, onde se enquadram as energias renováveis, as tecnologias de baixo carbono, o Ecolabel, o Ecodisgn, entre muitas outras. Com olhos postos no futuro, é assim na sustentabilidade do planeta que a DIARCON planeia a sua estratégia.

Daniel Marialva

Este portal utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização Saiba mais sobre privacidade e cookies