Alexandre Borges sinaliza que a qualquer momento poderá propor a retirada da delegação de competências a Borges da Silva

“Um dos grandes problemas do presidente da Câmara é ver o exercício do poder de forma autorítária, não procurando consensos, como se a Câmara não fosse um órgão colegial”, começou por nos dizer o ex Vice Presidente da Câmara,Alexandre Borges, numa entrevista que nos concedeu, que será publicada na íntegra na edição impressa do seu jornal de Junho. “Se o Sr. Presidente não mudar de atitude, discutindo antecipadamente os assuntos, com o tempo que merecem, procurando consensualizar, ponderarei a qualquer momento propor a retirada da delegação de competências”, adiantou ao nosso jornal, invocando também “a continuação da falta de educação do Sr. Presidente, que desde há dois anos e meio tem sido o ator principal daquela que muitas vezes parece uma taberna de fim de noite, pela baixaria em que cai”, como possível causa para a eventual proposta.

Alexandre Borges, que nos confessou ter a consciência tranquila pelo trabalho que desenvolveu no executivo, nomeadamente pela participação (que considera da maior justiça o edil de Nelas vir a público também confirmar) nalgumas importantes iniciativas e obras em Canas de Senhorim – ETAR, ZI da Ribeirinha, entre outras -, promete exercer até ao fim o seu mandato com responsabilidade, no “superior interesse do concelho”.

Projetando as autárquicas de 2017, vê um PS “profundamente dividido” e um movimento independente que, germinando na campanha de 2013, “está a crescer, quando se poderia pensar que o contrário estaria neste momento a acontecer – Borges da Silva em vez de aglutinar, dividiu”.

Por último, o militante do PS, que publicamente tem assumido posições de grande “simpatia”, pelas causas do Bloco de Esquerda, nomeadamente, prevê “o aparecimento de candidaturas de esquerda, além da do PS”.

NOTA : foi também solicitada ao Presidente da Câmara uma entrevista. De referir ainda que numa eventual retirada da delegação de competências, a gestão corrente da autarquia passa a ser feita pelo presidente da Câmara e restantes vereadores, ou seja, todas as decisões, mesmo as mais correntes, terão que ser discutidas e aprovadas no órgão.

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