Gonzalo Bérnard.Morte cerebral durante três dias simbolizada nas portas de Anamnesis

As Portas de Anamnesis foram o mote para o mais recente trabalho do reputado fotógrafo e artista mutifacetado, Gonzalo Bérnard, que inugurou ontem na Fundação Lapa do Lobo. Mariana Batalha Torres, curadora cultural da institução, elogiou o trabalho do artista, sentido-se “privilegiada” em poder expô-lo na Lapa.

O autor de Anamnesis apresenta uma estória de vida onde o escuro, os obstáculos, a memória e o imaginário estão presentes  de forma indelével, transportando-os para o seu trabalho. Depois de um período em coma profundo, em que teve morte cerebral durante três dias, entrou num longo processo de reconstituição da sua memória, pedaço a pedaço, como se “de um puzzle se tratasse”, revelou. As portas escuras, pretendem ser um desafio à imaginação, entradas para o mundo imaginário. Mundo que de forma poderosa retrata, cruzando o homem com o animal e mostrando todo o seu vigor e até a sua virilidade.

Usando o pincel Japonês, na pintura, é nas montagens que tem a sua principal técnica ao nível da fotografia, que deambula entre a mitologia Grega e Egípcia e o Paleolítico, num mundo de sonho e fantasia, também com inspiração no livro “Os Seres Imaginários”, do escritor Argentino Jorge Luis Borges.Uma exposição imperdível na FLL.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Este portal utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização Saiba mais sobre privacidade e cookies