Casas do Lupo em destaque na VISÃO

A conceituada revista generalista Visão, dedica uma reportagem à unidade de alojamento local Lapense, Casas do Lupo, que, inspirando-se na tradição, “manteve a alma das Beiras”. Aquele que já classificámos como um pequeno hotel de charme,vê dado relevo a história do local, tradições, arquitetura, e à sua personalidade própria :

“Na pequena aldeia de Lapa do Lobo, era no Terreiro dos Antunes que antigamente se encontravam os senhores a jogar à malha e as senhoras a fazer renda nas soleiras das portas. Hoje continua a ser aqui que as gentes se juntam à conversa e é onde ainda se coze o pão no forno comunitário desta terra com pouco mais de mil e duzentos habitantes. Foi também no terreiro que nasceram, há dois anos, as Casas do Lupo.

As quatro casas de granito, outrora ao abandono, levam o nome de quem lá morava: Laurita, Nascimenta,  Cintinha e Ester. Nenhum tem ligação a Carlos Cunha Torres, responsável pelo projeto turístico, mas era nesta aldeia que o empresário passava as férias em casa da avó. “Não gostava de ver aquelas casas a cair”,  conta-nos. Recuperadas pelo arquiteto João Laplaine Guimarães, que respeitou a traça “de cariz popular”, possuem oito quartos no núcleo principal (formado por três casas) e outros três na Casa da Ester, a única que está separada uns metros das outras e tem uma loja onde se vende artesanato da região, vinhos do Dão e queijo da Serra, naturalmente.

Cada quarto é distinto e com personalidade própria. A decoração “portuguesa, clássica, com elementos de contemporaneidade” oscila entre as antigas cômodas de madeira e granito, as camas de ferro e o mobiliário vintage. Os nomes dos quartos antecipam parte dos encantos que nele se podem descobrir.  Como das Galinhas, com uma janela virada para o pátio da vizinha onde existe um galinheiro e de onde se ouve o galo a cantar pela manhã. Ou da Bela Vista, de onde se observa a Serra da Estrela. Ou o da Escada Redonda, com escada que dá acesso à piscina. Nos dias frios, os hóspedes conversam junto à lareira da sala comum, tomam um copo no bar (de vinho do Dão, pois) e nos dias quentes é a piscina exterior que se vão deixar de estar.

Depois de uma noite bem dormida e de energias recuperadas ao pequeno-almoço (com queijos e sumos de fruta das árvores da região),peça uma bicicleta (disponível gratuitamente) e parta à descoberta do património da aldeia: a dois miradouros, um  imenso carvalhal, um moinho do século XVII recuperado e muito mais para descobrir. A vila de Nelas está a oito quilómetros e, se tiver pernas para isto, também pode pedalar até lá. A pedido, organizam-se provas nas vinhas do Dão, com acompanhamento de uma enóloga. São casas portuguesas, com certeza. E nem falta o “pão e vinho sobre a mesa” como cantava Amália”.Casas do Lupo quarto

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