Detido novamente por tentar filmar reunião da Assembleia de Freguesia

Luís Figueiredo, eleito da Assembleia de Freguesia de Molelos, no concelho de Tondela, foi novamente detido na última sessão pública, após ter reiterado a pretensão em  filmar a reunião,  para depois reproduzir as imagens num jornal em que é diretor.

A detenção de Luís Figueiredo, por elementos da GNR de Tondela, ocorreu ontem à noite (27 de abril de 2016), sendo o autarca presente a primeiro interrogatório judicial durante a manhã de hoje.

O eleito da Assembleia de Freguesia de Molelos já tinha sido detido anteriormente por altura da sessão realizada em de 29 de dezembro de 2015.

Luís Figueiredo foi na altura detido por querer gravar a reunião com uma câmara de filmar, para depois reproduzir o conteúdo no jornal “Augaciar”, de que é diretor. Na sequência da ocorrência, foi condenado pelo crime de desobediência,  a uma pena de multa de 90 dias à taxa diária de 15 euros.

Após a condenação, Luís Figueiredo enviou uma participação ao Conselho Superior de Magistratura reportando 13 situações em que o juiz, que o condenou pelo crime de desobediência, “faltou a verdade, desde o início do julgamento até à leitura da sentença”.

Na noite desta quarta-feira, o eleito e diretor do jornal Augaciar voltou a querer assumir a cadeira de eleito e gravar com câmara de filmar a sessão.

A sessão foi suspensa e a GNR foi chamada ao local, acabando por detê-lo, mais uma vez, pelo crime de desobediência, depois de lhe ter sido dado a ordem de desligar a câmara de filmar e este ter recusado acatá-la.

Em declarações à Lusa, Luís Figueiredo explicou que a detenção ocorreu por ter “desobedecido a uma ordem ilegítima da GNR”.

“Identifiquei-me como diretor do jornal ‘Augaciar’ e exibi o cartão de equiparado a jornalista, mas mesmo assim a GNR deu ordem para desligar a máquina de filmar, que não acatei. Detiveram-me e apreenderam-me o material, o que é ilegal, pois não tinham mandato judicial”, relatou.

O eleito sublinhou ainda que voltará a tentar gravar a próxima sessão da Assembleia de Freguesia de Molelos, uma vez que não há qualquer mandato judicial que o impeça de o fazer.

“Tenho o direito de filmar e não vou prescindir desse direito nunca. A detenção só aconteceu por desobedecer à GNR, que deu ilegitimamente uma ordem”, concluiu.

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