Santar : Jorge Abreu reivindica um auditório “condigno” para receber os seus visitantes

– A Vila comemorou o seu 88º aniversário ontem
“Este é um dia de festa para todos os Santarenses que vivemos com muita intensidade, tentando encontrar um programa que inclua todo o povo”, começou por dizer ontem Jorge Abreu, presidente da União de Freguesias Santar/Moreira, na celebração do 88º aniversário da elevação de Santar a Vila.

“É uma idade de grande importância para a nossa Vila, para a realidade que temos e desejamos. Até o dia de hoje muito trabalho tem sido feito no sentido do crescimento e desenvolvimento da nossa freguesia, com todo o património, vinhos, pequenas e médias empresas que temos, que não me canso de elogiar, apesar de todas as dificuldades. Temos que os apoiar de todas as formas, também para chamarmos pessoas à nossa terra”, enfatizou o autarca, que define também como objetivo  “dar segurança aos investidores”. “Insistentemente falo ao Sr. Presidente da Câmara nas necessidades que temos, nomeadamente na requalificação do nosso centro histórico. Continuamos a não ter um espaço coberto e com dignidade para desenvolver as nossas atividades, com todo o rico associativismo que temos – não podemos esperar mais tempo, é de extrema urgência”, reinvindicou, esclarecendo que  “não pretendemos obras de última obra, mas sim bem projetadas. Este é o momento de investir, sob pena de continuarmos a ver os nossos jovens a fugir”. “Queremos que o Sr Presidente da Câmara olhe para Santar como muitas vezes eu ouço que fala e muito bem pois queremos receber bem quem nos visita e precisamos desta obra para que Santar sejam essa excelente sala de visitas”, exortou, apelando a Borges da Silva que “que nos dê esta prenda”.”Pode contar com todo o nosso apoio e reconheço desde já o esforço que tem sido feito, mas precisamos de mais –  o nosso comércio tradicional, o nosso artesanato, as nossas tabernas, têm que voltar ao centro histórico”, concluiu.
Borges da Silva valoriza a data considerando que “assim valorizamos a história”e adianta que  a autarquia já está abaixo do nível legal de endividamento
O presidente da Câmara fez questão de se associar a esta efeméride, referindo que “a celebração destas datas tem cada vez maior importância para mim, pois assim damos valor a quem nos antecedeu”. O edil fez mais uma vez um balanço dos seus dois anos e meio de mandato, realçando que “não podemos ignorar que quando tomámos posse a Câmara tinha cerca de 17 milhões de euros de dívida (quando oito anos antes tinha cerca de 5 milhões). Não obstante aquilo que o Jorge Abreu reclama, nada foi feito em Santar (já vi na autarquia três desenhos para o Museu do Vinho e até foi a Junta que comprou a bugaria do rei)”.”Nós conseguimos recuperar o crédito, o bom nome e a confiança de todos. Já estamos abaixo do nosso nível de endividamento, como as contas de 2015, que vamos apresentar em Abril, vão evidenciar”, salientou.”Só para indústria comprámos 18 hectares de terreno, isso foi muito importante para criarmos emprego no concelho, que voltou para níveis de 2006. Não andamos longe de cerca de 1 000 empregos criados nos últimos dois anos. Existem filas de espera nos infantários e não há casas para arrendar, o que é sintomático”. “Acredito que o essencial do desenvolvimento está na economia privada”, defendeu. Borges da Silva salientou também o investimento na área vitivinícola, com novas Adegas e novas vinhas. “Em matéria ambiental está à vista o que temos feito.Na área social fizemos a Universidade Sénior, onde temos cerca de 130 alunos. Na educação temos feito mais do que aquilo que nos é exigido – ainda agora oferecemos flautas a todas as crianças do 1º ciclo e repusemos a música como atividade extra curricular.Havia associações que não tinham subsídios (por exemplo a Banda de Santar). Daqui a dois ou três meses vai abrir o espaço do cidadão em Santar, o que é de extrema necessidade, assim como os melhoramentos no cemitério. Em Santar também já temos iluminação LED, apostando assim na eficiência energética, quando os nossos antecessores andaram foi a desligar as luminárias. Vamos apoiar também de novo a 3ª recriação histórica de Santar, que vai ser em 1 128 e continuamos a arranjar muitos caminhos, também como forma de prevenir os fogos florestais”, elencou ainda.
Sobre o futuro de Santar e Moreira, revelou querer “resolver o problema das Etar´s para Moreira e Santar, no curto prazo”. Enalteceu também o projeto de Santar – Vila Jardim, que vai fazer parte de uma rota Europeia de cidades jardim. “Temos que repensar a rede viária e criar o multiusos e lançar o projeto CAVE”, adiantou. “Já para 2017 vamos propor a baixa da taxa de IMI, pode não ser para o mínimo (0,3%), mas vamos propor a sua redução”. “Comuniquei também à direção do Sporting de Santar para arrancar com o desporto,garantindo a autarquia 10 mil euros para dinamizar um estádio com bancadas cobertas, mas a população tem que fazer também o seu papel”.
Outra aposta que revelou foi lançar os projetos para as Áreas de Reabilitação Urbana. Os centros históricoa de Nelas, Canas de Senhorim e Santar e ainda a Felgueira, serão os contemplados, num investimento global de cerca de um milhão de euros, em que “os projetos têm que estar prontos até Maio”.