Carregal passa a fazer parte dos Municípios Portugueses do Vinho e Santar da rede de Aldeias Vinhateiras


O concelho de Carregal do Sal é desde ontem, 21 de março, membro da AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho. A admissão, de acordo com o estabelecido na alínea c) do número 2 do artigo 12.º dos estatutos da associação, teve lugar na Biblioteca Municipal em Palmela, local escolhido para a realização da sessão da primavera da Assembleia intermunicipal da AMPV.
Na ocasião, o município, representado pelo vice-presidente José Sousa Batista, foi presenteado com a bandeira da AMPV. Numas breves palavras de circunstância, o vice-presidente agradeceu em nome do município toda a simpatia demonstrada, manifestando a disposição de Carregal do Sal em se tornar membro ativo da associação.
Para além de Carregal do Sal (região do Dão), foram admitidos os municípios de Arcos de Valdevez (vinhos verdes) e Arruda dos Vinhos (região de Lisboa).

A Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) aprovou também ontem a criação de uma rede nacional de aldeias vinhateiras, que deverá reforçar a oferta turística que já existe no sector do vinho em diversos pontos do país.

“Esta rede tem como objectivo procurar financiamentos comunitários para criarmos a possibilidade de se visitar as seis aldeias que já estão constituídas na zona do Douro, mas também outras aldeias vinhateiras um pouco por todo o país”, disse à Lusa José Arruda, secretário-geral da AMPV, que representa 65 municípios de todo o país.
“Existem aldeias em que o tema do vinho é importante em termos sociais, culturais e económicos. Esperamos ter cerca de uma centena de aldeias vinhateiras dentro de dois ou três anos. O que nós queremos é construir essa rede e introduzi-la no mercado do turismo”, acrescentou José Arruda, salientando que já houve manifestações de interesse de algumas aldeias vinhateiras de diversos pontos do país, incluindo Madeira e Açores.
O secretário-geral falava às Lusa após uma reunião do Conselho Diretivo da AMPV, para aprovação da candidatura à presidência da Rede Europeia das Cidades do Vinho, e da Assembleia Intermunicipal, que, além do projeto das aldeias vinhateiras, aprovou a admissão dos municípios de Arcos de Valdevez (Vinhos Verdes) e Carregal do Sal (Dão) e o regresso do município
de Arruda dos Vinhos (Lisboa).
“Temos a noção de que, cada vez mais, o vinho tem uma importância muito grande para as pessoas visitarem Portugal”, frisou José Arruda, salientando que a importância do vinho na promoção turística é reconhecida pela Organização Mundial de Turismo.
“Num estudo feito no ano passado pela Organização Mundial do Turismo, na questão colocada aos turistas sobre o motivo que os levava a visitar Portugal, o tema do vinho foi um dos temas prioritários. Antes indicavam o sol e a praia”, disse o responsável da AMPV, destacando a importância do trabalho desenvolvido pela associação na última década.
O presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, que também sublinhou a importância do setor na região e no país, anunciou a intenção do município palmelense de corresponder à estratégia da AMPV de valorização das aldeias vinhateiras e do enoturismo.
“Estamos empenhados na estratégia da associação para a criação da Rede nacional de Aldeias Vinhateiras, que até agora estava confinada à região do Douro”, disse o anfitrião do encontro da AMPV.
O autarca palmelense adiantou que, na semana passada, a autarquia já apresentou o projeto `Centro Rural Vinho´ na localidade de Fernando Pó, que terá sido recebido com entusiasmo pelos vitivinicultores e pela população local.
“Está assegurado financiamento público para a requalificação de espaços, reaproveitamento da antiga escola primária, que será um centro de interpretação, a par de oportunidades para pequenos negócios, para que quem visita Fernando Pó possa ali permanecer mais algum tempo, não se limitando a visitar as adegas da região”, concluiu o presidente da Câmara de Palmela.