Secretário de Estado das Infraestruturas : “Em primeiro lugar vamos renovar a Linha da Beira Alta. Esperamos também um reforço dos fundos comunitários para a ligação Aveiro-Mangualde”

O Governo vai avançar com a renovação da Linha da Beira Alta e vai tentar obter apoios europeus para criar uma ligação ferroviária entre esta via, em Mangualde, e Aveiro, disse hoje o secretário de Estado das Infraestruturas.
“No Corredor Internacional Norte, há duas opções”, uma que liga Pampilhosa (nó das linhas do Norte e da Beira Alta), no concelho da Mealhada, a Mangualde e Vilar Formoso, e outra, em “perspetiva”, assegurando a “ligação entre Aveiro e Mangualde”, disse hoje, em Alfarelos, no concelho de Soure, o secretário de Estado das Infraestruturas (SEI), Guilherme W. d’ Oliveira Martins.
O Governo vai pedir à União Europeia (através da comissária dos Transportes, Violeta Bulc), um “reforço dos fundos comunitários” de modo a que a ligação ferroviária entre Aveiro e Mangualde “também venha a ser considerada prioritária”, adiantou o governante, que falava aos jornalistas, hoje, em Alfarelos, à margem da sessão de assinatura do auto de consignação da modernização do troço da Linha do Norte entre esta estação e Pampilhosa, com uma extensão de 36 quilómetros.
“Em primeiro lugar está a ligação Pampilhosa/Mangualde/Vilar Formoso e em segundo lugar, com o reforço de fundos comunitários, (a ligação) Aveiro/Mangualde”, sublinhou Guilherme W. d’ Oliveira Martins.
O Governo está “empenhado que isso possa acontecer”, mas, “evidentemente, está dependente” da atribuição por parte da União Europeia do reforço de verbas, concluiu o secretário de Estado.
Durante a sua intervenção na cerimónia de assinatura da consignação das obras de modernização daquele lanço da Linha do Norte, que envolvem um investimento da ordem dos 106 milhões de euros (com uma comparticipação europeia de cerca de 75 milhões de euros), Guilherme W. d’ Oliveira Martins disse que os projetos do Corredor Internacional Norte serão adjudicados em abril deste ano.
Igualmente para dar “consequência imediata” ao plano de investimentos ‘Ferrovia 2020’, foi lançado, em fevereiro, “o concurso para a obra de eletrificação do troço Nine/Viana do Castelo”, na Linha do Minho, e foram adjudicados, em março, os projetos do Corredor Internacional Sul, recordou o governante.
O plano ‘Ferrovia 2020’ representa investimentos médios de cerca de 460 milhões de euros na rede ferroviária nacional”, afirmou o secretário de Estado, sublinhando que “é esta a aposta (do Governo), é este investimento que nos vai permitir inverter definitivamente um ciclo, já excessivamente longo, de abandono dos transportes ferroviários”.
Este plano materializa “uma aposta clara e inequívoca na ferrovia”, disse Guilherme W. d’Oliveira Martins, sublinhando que o Governo quer, assim alterar “o paradigma vigente durante várias décadas”.
Em seis anos, serão investidos 2,7 mil milhões de euros na rede ferroviária nacional, contemplando a construção de 214 quilómetros de novas linhas e a modernização de 979 quilómetros, entre as quais a Linha do Norte.
Jornal do Centro