Gouveia, Fornos de Algodres, Mangualde e Nelas dinamizam o seu território através de criação de rede

Os Municípios de Gouveia, Fornos de Algodres, Mangualde e Nelas assinaram ontem (8 de março), o protocolo de constituição da Rede de Territórios do Alto Mondego que visa promover uma nova estratégia de desenvolvimento económico e social, alavancando o crescimento económico e a criação de emprego, no contexto dos territórios de baixa de densidade.
A Rede de Territórios do Alto Mondego é constituída pelos quatro municípios que balizam a matriz de intervenção territorial do projecto, numa óptica de parceria e desen

volvimento de pólos de competências para revitalização e capacitação de negócios e iniciativas empresariais focadas nos produtos endógenos. Gouveia pretende desenvolver a fileira agro-pastoril, Fornos de Algodres, a fileira do azeite, Mangualde, a fileira da fruticultura e Nelas a fileira do vinho. Toda a capacitação e inovação gerada nas diferentes fileiras serão disseminadas por todos os territórios da Rede.

O protocolo territorial é ainda suportado por Entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, (CTN), nomeadamente os Politécnicos de Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Viseu, as Universidades da Beira Interior e Trás os Montes e Alto Douro, parceiros institucionais como o IAPMEI – Agência para a Competitividade Inovação I.P., AICEP Portugal Global – Agencia para o Investimento e Comercio Externo de Portugal, E.P.E., Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Direcção Regional de Cultura do Centro, Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e Pequenas e Médias Empresas dos Territórios de abrangência da Rede.
Numa fase inicial a Rede de Territórios do Alto Mondego submeterá uma candidatura para um projecto de investimento estimado em 6 Milhões e 250 Mil Euros. A  captação de financiamento público e privado, materializando investimentos produtivos, com efeito multiplicador na economia local é o principal objectivo definido para a Rede Territorial do Alto Mondego.
Luís Manuel Tadeu Marques, Presidente da Câmara Municipal de Gouveia considerou que esta Rede é um verdadeiro desafio. “O Município de Gouveia foi o promotor desta iniciativa e dos contactos mantidos com os meus colegas de Fornos de Algodres, Mangualde e Nelas criámos uma união e uma vontade única para desenvolver um projecto que a todos identifica”. 
Todos temos as mesmas dificuldades, mas todos sabemos que apenas concertadamente conseguiremos criar valor para os nossos concelhos. Foi Gouveia que deu o “pontapé de saída” mas é agora esta equipa que junta os municípios, as universidades, os politécnicos, os parceiros institucionais e tecido empresarial, que vai permitir criar uma candidatura que promova o desenvolvimento do Alto Mondego enquanto território de inovação e empreendedorismo para revitalizar o tecido económico local. Temos que ser nós, os que cá vivemos, a criar riqueza e postos de trabalho a partir das empresas e das associações que trabalham o território. Este é um projecto que tem este foco” frisou o Presidente da Câmara Municipal de Gouveia. 
Também António Manuel Pina Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, reiterou que as assimetrias entre territórios devem ser combatidas. “Há diferenças entre Fornos de Algodres e Mangualde, há diferenças entre Fornos de Algodres e os concelhos do litoral, mas  estas assimetrias internas e externas devem ser combatidas com projectos complementares como o que assinamos hoje. As parcerias que promovam o reforço da coesão e aumentem a competitividade dos territórios são fundamentais para os nossos concelhos”. 
João Nuno Ferreira Gonçalves Azevedo, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, destacou a Rede de Territórios do Alto Mondego como sendo um veículo para promover o Território e as Pessoas que nela habitam, aumentando a capacidade de criar valor e projectos inovadores. “Às vezes esquecemo-nos que em Bruxelas existem um conjunto de ferramentas que nos podem permitir capacitar e desenvolver as nossas empresas e os nossos territórios. Temos que entrar nas redes europeias e demonstrar que temos um território capaz e projectos de qualidade que podem promover o desenvolvimento local. A cultura, o turismo, o investimento privado e o mercado de arrendamento são vectores desenvolvimento que defendo para o concelho de Mangualde e este projecto consubstancia três destes vectores”.

Igualmente, José Manuel Borges da Silva, Presidente da Câmara Municipal de Nelas, destacou que “o Rio Mondego que nos separa é agora um bom pretexto para nos unir. Este projecto cria a vontade de competir, competir pelo financiamento e competir pelas nossas terras através da inovação e dos produtos de excelência que possuímos”. 
Press Relase da CM de Nelas