Queijo Serra da Estrela.Deputados do CDS/PP questionam o Ministro da Agricultura sobre suspeita de uso de leite Espanhol


– Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, levantou a “lebre” de que há quem coma “gato por lebre”.

Cinco deputados do CDS-PP, entre os quais a ex Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, dirigiram uma pergunta ao Ministro da Agricultura, em que pretende esclarecer se há casos concretos onde se tenha provado a utilização de leite espanhol no fabrico de Queijo Serra da Estrela. Solicitam ainda esclarecimento a Capoulas Santos sobre as medidas que pretende tomar para “reforçar a fiscalização, reduzindo, assim, as possibilidades da venda de produtos falsificados que ostentam o selo DOP”.

A pergunta dos deputados do CDS-PP,num documento assinado por Abel Batista, Patrícia Fonseca, Hélder Amaral, Assunção Cristas e Ana Rita Bessa, surge depois da chamada de atenção do edil de Oliveira do Hospital. Na semana passada, José Carlos Alexandrino alertou para a falta de fiscalização ao queijo da Serra da Estrela e garantiu que há clientes a comprarem “gato por lebre”, pois muito queijo está a ser vendido com a DOP apesar de ser feito com leite espanhol.
“O verdadeiro Queijo Serra da Estrela é produzido com leite de ovelha da raça bordalesa [ou Churra Mondegueira] e é isso que temos de continuar a preservar, sob pena de se perder um produto de excelência”, revelou o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, que organiza a Festa do Queijo, no fim-de-semana de 5 e 6 de Março, e que na quinta-feira passada esteve em Coimbra para promover o queijo da serra como um produto ‘gourmet’.

“A confirmar-se tal acusação, estaremos perante uma fraude, dado que, ao ostentarem o selo DOP, os queijos em questão cumpririam, supostamente, toda a legislação em vigor e seriam por isso originais”, sustentam ainda os deputados. E lembram ainda o alerta de José Carlos Alexandrino que quer combater a falsificação de queijos feitos com leite espanhol: “a certificação é pesada no orçamento dos pequenos produtores, a concorrência é muita e há quem compre ‘gato por lebre’”.