Concurso de oratória promove a capacidade de expressão em público

“Aconteça o que acontecer à tua volta, nunca deixes de flutuar. Prometes?”: esta é uma das falas do livro “Irmão Lobo”, da escritora Carla Maia de Almeida, obra escolhida para a terceira edição do Concurso de Oratória “Texto puxa Palavra”, promovido pelo Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) e pelo Clube de Oralidade do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal. 
Depois de uma fase de escola, as provas públicas finais do Concurso foram apresentadas no Auditório Maria José Cunha, na FLL, no dia 26 de fevereiro de 2016. Os concorrentes foram 24 alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico, dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, de Carregal do Sal e de Nelas. 
Este Concurso, idealizado por Carla Marques, docente responsável pelo Clube de Oralidade do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, procura sensibilizar o público mais jovem para a importância do desenvolvimento dos diferentes domínios associados à capacidade de nos expressarmos em público. A partir de provas de leitura expressiva, dramatização e argumentação, inspiradas numa obra literária, premeiam-se, em cada ano, os melhores oradores, com livros, filmes e cheques-oferta fnac. 
Na edição deste ano, fizeram parte do Júri a escritora Carla Maia de Almeida, o encenador António Leal e a investigadora/professora da Universidade do Porto, Ana Mouraz, cujas presenças enriqueceram o Concurso, pela partilha do conhecimento e da experiência, em cada uma das áreas respetivas das provas.
Assistiram à fase final de “Texto puxa Palavra” quase 100 pessoas, entre alunos e professores dos três agrupamentos de escolas. E foi para esta plateia, atenta e entusiasta, que os concorrentes apresentaram provas com um empenho e um desempenho notáveis. 
No dia anterior, 25 de fevereiro de 2016, a autora Carla Maia de Almeida visitou estes três agrupamentos de escolas, num “Encontro Literário”, durante o qual todos os concorrentes, outros alunos e alguns professores (num total de cerca de 180 pessoas) foram convidados a conversar informalmente com a escritora – e também jornalista, tradutora e formadora -, sobre a escrita, o processo criativo, as obras, as personagens, a ilustração… Porque a escrita e a leitura são, sem dúvida, agentes de aproximação e de comunicação entre as pessoas.

 Texto e Fotos : Fundação Lapa do Lobo