Samuel Pimenta : “O Relógio” vai ser adaptado para peça de teatro

É a primeira vez que o escritor Samuel Pimenta, de apenas 25 anos, vê uma obra sua adaptada a teatro. O monólogo «O relógio» tem estreia marcada para dia 12 de Fevereiro, pelas 21:30, na sala Raul Solnado da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, em Lisboa.

Partindo do livro «O relógio» (Livros de Ontem), um longo poema de intervenção que valeu a Samuel Pimenta o Prémio Jovens Criadores 2012, atribuído pelo Governo e pelo Clube Português de Artes e Ideias, a adaptação é interpretada pelo actor Paulo Vaz, da companhia teatral Flor na Boca Projectos.
A peça estará em cena em Lisboa nos dias 12, 13, 18, 19, 25 e 26 de Fevereiro, às 21:30. Depois, segue para Santarém. No dia 12, após a sessão de estreia, haverá uma tertúlia no bar da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul,onde Joaquim Paulo Nogueira, dr

amaturgo, Fausta Cardoso Pereira, escritora, Paulo Tavares, encenador e júri do Prémio Jovens Criadores 2013, e João Batista, editor da Livros de Ontem, se juntam a Samuel Pimenta e Paulo Vaz para uma conversa com os espectadores sobre a peça em cena e sobre a poesia no teatro.

Companhia experimentalista, a Flor na Boca Projectos foi fundada em 2005 por Paulo Vaz e Vicente Morais, este último que assume a direcção de actores da peça, e conta já com várias encenações de autores como Pirandello ou Álvaro Cordeiro, procurando o despojamento de cenografia, adereços ou iluminação e colocando o actor no centro do trabalho.
Agora, a Companhia e o actor Paulo Vaz arriscam, pela primeira vez, num monólogo a partir da adaptação de um texto poético para texto dramático.
Samuel Pimenta, que em 2015 publicou os livros «Os números que venceram os nomes» (Marcador) e «Ágora» (Livros de Ontem), e que recebeu, em Novembro, a Bolsa Jovens Criadores 2015, atribuída pelo Centro Nacional de Cultura, adianta que «O relógio é um poema que expõe, denuncia e satiriza os vícios das sociedades contemporâneas, e que, mesmo tendo sido escrito há 4 anos, continua actual e pertinente. Vê-lo em palco, agora, é uma forma de fazer com que o texto chegue a mais pessoas. Os livros não se querem fechados nas prateleiras, querem-se vivos, em movimento».
Lembramos que o escritor, que tem raízes familiares em Pinheiro, Carregal do Sal, iniciou uma residência nesta aldeia, para a escrita do seu novo romance.