Manuel Marques reage à divulgação do relatório da Inspeção Geral de Finanças

O Vereador do CDS/PP, fez chegar à nossa redação uma reação à posição adotada pelo executivo sobre o relatório da IGF : 
Pese embora, o vereador do CDS/PP, Manuel Marques, seja tão só e apenas um dos sete elementos que constituíram o anterior executivo PPD/PSD – CDS/PP.
Pese embora, contra a vontade de Borges da Silva, o Relatório em referência na nota de imprensa não vise o meu nome;
Pese embora, o Vereador Manuel Marques, nunca tivesse sido responsável pelas áreas da Contabilidade ou das Finanças da Câmara Municipal de Nelas, foi e será o meu dever, por uma questão de solidariedade defender os membros do outro partido da Coligação, o PPD/PSD.
Por sermos uma coligação e não existirem razões fundadas para que se falte a essa solidariedade, designadamente à então presidente de Câmara Dr.ª Isaura Pedro, assim vejamos:
Extrai-se da Nota de Imprensa, que de uma forma definitiva, que o excesso de endividamento municipal, aponta para uma responsabilidade financeira sancionatória.
Parece-nos que mais uma vez o atual presidente da Câmara Municipal de Nelas, José Silva, faltou à verdade.
Pois, consta do Relatório definitivo, através da Senhora Subinspetora geral as seguintes propostas únicas e definitivas:
a) Dar conhecimento do Relatório ao Senhor Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, quanto ás propostas contantes a fls. 65 e 66 (pontos 4.1.1 a     4.1.3
b) Envio do relatório ao Presidente da Câmara Municipal de Nelas
c) Que a Câmara Municipal de Nelas informe a IGF do estado da operacionalização das recomendações
Por sua vez Sua Excelência o Senhor Secretário de Estado despacho no seguinte sentido: “Concordo e proceda-se como o proposto no ponto 4,” o ponto 4 são exatamente o constante nas alíneas a) b) c).
A verdade!!!!
 Na proposta apresentada pela Senhora Subinspetora e homologada pelo Senhor Secretário de Estado em algum lado fala em “Responsabilidade Financeira Sancionatória.
Obviamente que a haver essa responsabilidade ela seria, nos termos da lei fixada pelo Tribunal de Contas e em lado nenhum aquelas duas Individualidades despacharam no sentido do Relatório ser enviado aquele tribunal.
Lamentavelmente e de forma que nem me merece qualificação, Borges da Silva, aproveitou essa proposta inicial o projeto de Relatório, antes do direito ao contraditório da pessoa visada, contraditório que fundamentou os motivos do excesso do limite de endividamento, factos colhidos pela Senhora Subinspetora e o Senhor Secretário de Estado, que foram suficientes mais que suficientes, para não fosse aplicada qualquer responsabilidade financeira sancionatória.
O vereador do CDS/PP
Manuel Marques