Workshop dedicado à qualificação e ensino profissional teve lugar hoje em Carregal do Sal

A Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões juntou, hoje, em Carregal do Sal, representantes de empresas, diretores de agrupamentos e representantes de câmaras municipais de quatro municípios da sua área de intervenção – Carregal do Sal, Nelas, Santa Comba Dão e Tondela.
Foi num dos workshops municipais promovidos para planear a Oferta de Cursos de Formação Intermédia na Região Viseu Dão Lafões. A iniciativa, realizada no âmbito do Diagnóstico de Necessidades de Qualificações sentidas pelos empregadores locais, decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e contou com a presença de dois técnicos da ANQEP – Associação Nacional Para a Qualificação e Ensino Profissional – a quem coube fazer o enquadramento das atividades e setores de cada um dos municípios em questão, sempre em função da Região.Um dos dados mais preocupantes, no entender dos técnicos, é a diminuição da população residente com idade compreendida entre os 20 e os 24 anos (superior a 30%), o que atesta a necessidade e premência de se criarem estratégias e condições para fixar os jovens.Foi então apresentada a análise da ANQEP sobre a atividade económica, concelho a concelho, no sentido de ser encontrada a especificidade de cada um potenciando a Região no todo.Depois, os representantes das autarquias sublinharam a necessidade de se apostar nos recursos e produtos endógenos de cada território como fator diferenciador e mais-valia, pelo que deveria apostar-se ao nível da qualificação intermédia para servir esses propósitos.Os empregadores foram, de seguida, convidados a pronunciarem-se sobre as áreas de formação intermédia consideradas mais pertinentes, sendo enunciadas algumas transversais a todos os setores de atividade tais como “Organização do trabalho” e técnicas de controlo de processos”. As áreas da informática, robótica, marketing e design foram igualmente apontadas como preferenciais mas também não foram esquecidas, pelos próprios empregadores, a necessidade de não se esquecerem as origens. Ao ponto de um empregador ter lembrado os presentes de que “o Tuga saber fazer”…Ao nível dos agrupamentos de escolas participantes, os seus representantes foram unânimes em considerar que ainda existe um estigma no que diz respeito ao ensino profissionalizante, sublinhando que “não é uma formação de 2.ª categoria” e não deve ser considerado como uma alternativa de desenrasque. Os cursos profissionais são tão válidos como os superiores. Os representantes defenderam ainda uma maior articulação entre as escolas e as empresas no sentido de se existir uma efetiva resposta às necessidades dos mercados.Antes do encerramento do workshop, Nuno Martinho, secretário-geral da CIMVDL agradeceu a participação e acima de tudo o contributo de todos e lembrou a preocupação da Comunidade Intermunicipal em realizar este “trabalho prospetivo, de antecipação” no sentido de identificar áreas e dinâmicas que estejam a acontecer na Região e possam potenciá-la como um todo, sem desvirtuar as potencialidades e especificidades de cada território concelhio.

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