Samuel Pimenta escreve sobre as suas origens em Carregal do Sal e ganha a bolsa de Jovens Criadores

    “O jovem escritor de Alcanhões, distrito de Santarém, vê assim reconhecido o seu talento ao vencer umas das mais importantes bolsas de persecução do seu talento”, afirma em comunicado o Centro Nacional de Cultura (CNC).
“O projeto vencedor apresentado pelo jovem autor, Samuel Pimenta, consiste na escrita de um romance que pretende homenagear as suas origens e levar aos leitores os recantos da aldeia natal do seu avô e dos lugares onde vive com a sua família”O romance tem o título provisório de “Plêiades” e “trata-se de uma história sobre um único dia da vida de uma mulher, que faz toda a rotina diária enquanto recorda memórias do passado, reflete sobre o presente e projeta o futuro, antevendo-o.”
“O projeto vencedor apresentado pelo jovem autor, Samuel Pimenta, consiste na escrita de um romance que pretende homenagear as suas origens e levar aos leitores os recantos da aldeia natal do seu avô e dos lugares onde vive com a sua família”.”A partir da mulher, surgirão histórias de outras mulheres, contadas pela personagem principal como se ela mesma as estivesse a viver”, refere ainda o CNC, segundo o qual “é um livro que procura refletir, acima de tudo, sobre a condição feminina ao longo do tempo, denunciar e pôr a nu a submissão das mulheres a um mundo estruturado em função de uma ordem masculina”.
     Para escrever este romance, Samuel Pimenta vai realizar uma residência artística na aldeia de Pinheiro e uma apresentação pública em Carregal do Sal, onde irá convidar os habitantes a partilhar as recordações e tradições familiares para completar o seu livro, explica o CNC.
     No mesmo comunicado, Samuel Pimenta afirma que “esta é a oportunidade de avançar com a escrita deste livro é uma forma de homenagear os meus antepassados e de valorizar culturalmente uma região que faz parte do meu imaginário literário”.
     A Bolsa “tem como objetivo estimular o trabalho criativo dos jovens nas diversas áreas das Artes e das Letras”, competindo ao CNC “a gestão do processo de seleção e acompanhamento dos bolseiros”, e procurando que “a juventude seja um veículo de preservação da memória das tradições, incentivando-os a apresentar projetos neste sentido”.
    As bolsas são dirigidas a jovens de nacionalidade portuguesa de idade não superior a 30 anos, visando “incentivar e apoiar o trabalho criativo dos jovens”, nomeadamente nas áreas de Música, Artes Visuais, Literatura e Artes do Espetáculo.

Segundo a mesma fonte, desde a criação das bolsas, em 1990, tem sido “crescente” o número de jovens que concorrem.

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