A comovente história do Canense Jorginho, que deixou de andar e trava uma grande luta pela sua saúde

Olá …  eu sou o Jorginho. Tinha 9 meses, quando a minha mãe me levou à pediatra porque eu estava muito magrinho e comia muito.
A pediatra disse à minha mãe que eu estava desnutrido, mandou-me para o hospital de Viseu para fazer uma ecografia aos rins. Veio o resultado e tinha o rim esquerdo diferenciado.
No dia 1 de Janeiro de 2014 dei os 1º passos sozinho.Entretanto fui perdendo as forças nas pernas. Primeiro  na perna esquerda, depois a direita. A minha mãe sentava-me e eu caia para o lado e ficava sem equilíbrio. Fui a uma consulta de nefrologia no hospital pediátrico de Coimbra e mandaram-me lá estar no dia 5-3-2014 para fazer mais exames, tendo que  lá ficar cerca de oito dias.
Dei entrada nesse dia e correu tudo normalmente. No dia seguinte à tarde, uma enfermeira que me mediu a tensão arterial, assustou-se porque estava muito alta e voltou a medir com mais dois aparelhos e continuava alta. Chamou o médico que estava de urgência, e mandaram-me logo para os cuidados intensivos.
Estive em coma induzido durante quatro semanas, tive que fazer uma dilatação das artérias, porque o sangue não circulava como deve ser, estavam muito apertadas, por isso tinha a tensão muito alta chegou aos 250mx.
Fiquei lá mais algum tempo a fazer exame e a fazer sessões de fisioterapia.
Tive alta mas continuei a fazer fisioterapia, em  Viseu, uma vez por semana.
Numa das muitas consultas que tive, a neurologista disse à minha mãe que tinha várias vértebras da medula “mortas”, ou seja, poderia não vir a caminhar mais. A minha mãe não quis acreditar, porque não lhe tinham dito nada disso durante todo este tempo.
Alem de não caminhar, tenho problemas de visão,coração,rins,bexiga e agora não consigo fazer cócó sozinho – a minha mãe tem que me ajudar. Estou a usar umas ortóteses para manter o equilíbrio e endireitar os pés porque estão tortos.
Em Agosto fui a um neoropediatra em Lisboa e ele disse à minha mãe que me tinha dado uma trombose medular, só o tempo me diria se iria caminhar ou não novamente. 

Faço hipoterapia e fisioterapia duas vezes por semana e já consigo andar no andarilho com a ajuda da minha mãe.

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