Professora do Politécnico de Viseu eleita Secretária Geral da Associação Europeia de Investigação em Educação

Maria Pacheco Figueiredo, professora da Escola Superior de Educação de Viseu do IPV, foi eleita Secretária-Geral da EERA – European Educational Research Association (Associação Europeia de Investigação em Educação).
A associação, criada em 1994, agrega 38 associações de investigação em educação de vários países europeus, incluindo duas portuguesas: a Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação e o Centro de Investigação, Difusão e Intervenção Educacional. 
A docente foi a candidata mais votada pelo conselho da EERA, em junho de 2015, em Berlim. Integrará a comissão executiva da EERA, constituída pelo presidente, professor Theo Wubbels, da Universidade de Utrech, pela atual secretária-geral, professora Marit Hoveid, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, e pelo tesoureiro, professor Herbert Altrichter, da Universidade de Linz. O mandato, de quatro anos, inicia-se em setembro de 2016 e termina em setembro de 2020. Durante o próximo ano, a docente acompanhará as atividades da associação enquanto Secretary-General Elect. 
A desempenhar funções de coordenadora das 31 redes de investigação da EERA, nos últimos quatro anos, a docente conhece a associação e o seu funcionamento. Salienta, no entanto, que o novo cargo acarreta novas responsabilidades e uma nova visão sobre a EERA. A secretária-geral é responsável pela supervisão geral do funcionamento da associação e das suas atividades, identificando oportunidades e problemas e implementando medidas que contribuam para a missão da EERA. A docente expressou, ainda, felicidade por continuar a participar ativamente na organização da conferência anual da EERA, a ECER – European Conference on Educational Research, que ultrapassou os 3.000 participantes este ano, em Budapeste. Outro destaque da conferência deste ano foi a adesão aos princípios de uma conferência “verde”, seguindo as Green Conference Guidelines sugeridas pela Canadian Network for Environmental Education and Communication
Conhecendo bem a conferência, Maria Figueiredo destaca outras linhas de ação da EERA que serão agora sua prioridade – a relação com a Comissão Europeia, em termos de afirmação da importância das Ciências Sociais e Humanidades nos programas-quadro de investigação e inovação, e a capacitação da próxima geração de investigadores em educação. Qualquer intervenção da EERA pauta-se pela sua missão: “O propósito da European Educational Research Association é promover investigação em educação de alta qualidade, para o benefício da educação e da sociedade. A investigação de alta qualidade reconhece o seu próprio contexto, assim como contextos mais amplos e transnacionais com as suas semelhanças e diferenças em termos sociais, culturais e políticos. As atividades da associação, destacando-se a conferência anual, as escolas de verão e as publicações, baseiam-se e promovem diálogo livre e discussões críticas, assumindo uma abordagem interdisciplinar e abrangente à teoria, métodos e ética em investigação”. 
Outra linha de ação importante é o apoio à criação de associações nacionais de investigação em educação em países onde essa estrutura ainda não existe. Por exemplo, a Croácia constituiu recentemente a sua associação. Arménia, Roménia, Malta e Albânia têm os seus processos de constituição em curso, existindo ainda propostas, já aceites, da Ucrânia e da Rússia. A EERA estende ainda a sua ação através da participação em projetos e parcerias internacionais tais como a Initiative for Science in Europe ou a World Education Research Association. (Mais informação: http://www.eera-ecer.eu/about/).
Maria Figueiredo destaca a excelente colaboração que existe entre as várias instâncias que constituem a EERA como um dos aspetos que mais a motivam a continuar a sua participação na gestão da associação. Outro destaque é a representação portuguesa na vida dareviewers das propostas submetidas ao ECER 2015. Das 31 networks, cinco tinham, este ano, coordenação portuguesa. A conferência do ano passado foi organizada pela Universidade do Porto. Na opinião da professora “são vários elementos que tornam ainda maior a responsabilidade e o gosto de ser a primeira portuguesa a integrar a comissão executiva da EERA”.
* Artigo redigido ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Viseu, 5 de outubro de 2015
Joaquim Amaral
Gabinete de Comunicação e Relações Públicas do Instituto Politécnico de Viseu

jamaral@pres.ipv.pt

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