Helena Martins revela ao nosso jornal as grandes mudanças que o processo das Bombas da Prio trouxe à sua vida

O dia 24 de Setembro de 2010 está bem presente na memória de Helena Martins, proprietária do terreno onde iria ser instalado o PAC do Pingo Doce e outorgante do respetivo contrato de arrendamento por 20 anos. Dirigindo-se à Câmara Municipal com o marido, para falarem com Isaura Pedro,foi-lhes comunicado que a presidente de Câmara não estava. Foram então recebidos pela vereadora Maria Antónia Figueiredo. “Revoltada com tanta mentira, vi um cinzeiro pesado na mesa, peguei nele e atirei-o com toda a força para um móvel, isto porque a Vereadora nem sequer mostrava interesse ou qualquer conhecimento daquilo que eu estava a dizer”. Posteriormente, no dia 27 do mesmo mês, foi o marido Luís Cavaca, que agrediu mesmo o Vereador Osvaldo Seixas, por este ter impedido a entrada da esposa numa reunião, que estava previamente marcada, num clima que, pelas razões alegadas no despacho de acusação do Ministério Público, estava muito tenso.

Helena Martins, recua 5 anos no tempo, para nos confidenciar como este processo, com contornos “kafkianos”, mudou radicalmente a sua vida. “Para dar à minha filha a qualidade de vida a que estava habituada, emigrei para Londres, ficando longe dela”, diz-nos emocionada. “Trabalho de sol a sol, num país onde estou sozinha, pois a situação do posto do Pingo Doce a isso levou”, confessa. 

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